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Mocidade Alegre é campeã do Grupo Especial do carnaval de São Paulo

Neste ano, a escola homenageou o legado e a trajetória da atriz Léa Garcia e a cultura negra

17 fev 2026 - 18h12
(atualizado às 18h41)
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A Mocidade Alegre foi a grande campeã do Grupo Especial do carnaval de São Paulo em 2026. Com a conquista, a agremiação do bairro do Limão chegou ao seu 13º título.

Muito emocionada com o resultado que foi divulgado no início da noite desta terça-feira, 17, Solange Cruz Bichara, presidente da agremiação, limitou-se a agradecer após a confirmação do título. "Muito obrigada", declarou.

Neste ano, a escola homenageou o legado e a trajetória da atriz Léa Garcia com o enredo “Malunga Léa - Rapsódia de uma Deusa Negra”. No Sambódromo do Anhembi, no sábado, 14, abriu o desfile encantando o público com a comissão de frente, que contou com Thelma Assis no papel de Léa e Fred Nicácio representando Abdias Nascimento.

A agremiação, que havia terminado em 4º lugar em 2025, levou à avenida um imponente carro abre-alas, com indumentárias africanas que remetiam à ancestralidade da atriz. Outras alegorias fizeram referência ao prêmio Kikito, do Festival de Gramado, e exaltaram deusas negras, incluindo uma representação de Iemanjá que jorrava água.

O encerramento foi desafiador: a escola precisou acelerar o ritmo nos minutos finais para não estourar o tempo, mas conseguiu concluir o desfile dentro do limite, garantindo uma pontuação importante nesta terça-feira.

Rainha de Bateria da Mocidade Alegre, Aline Oliveira, no desfile da agremiação em São Paulo
Rainha de Bateria da Mocidade Alegre, Aline Oliveira, no desfile da agremiação em São Paulo
Foto: Ricardo Matsukawa/Especial para o Terra

A rainha de bateria da Mocidade Alegre é Aline de Oliveira, que começou sua trajetória no samba aos 12 anos. Como ritmista, integrou a escolinha de bateria do Mestre Sombra, onde tocou tamborim e surdo de terceira. Há mais de uma década, ocupa o posto à frente da bateria da escola. Além de sambista, Aline é dançarina, profissional de Educação Física, bailarina e atriz.

O samba-enredo da escola de samba apresentado foi assinado pelos compositores Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Lucas Donato, Marcos Vinícius, Márcio André, Fabian Juarez, Fábio Gonçalves, PH do Cavaco, Salgado Luz, Tomageski, Mingauzinho e Chico Maia.

Confira a letra:

Laroyê! Bate três vezes...

Ê mojubá! A Deusa Negra é ela!

A filha de Oxumarê

Que traz no sangue a força da mulher

Pisa forte nesse chão

Afirmando seu lugar

Pra fazer revolução

Seu direito conquistar

Nosso povo entra em cena

A arte nunca pode se render

Ecoa a voz do “Nascimento”

Orfeu sobe o morro pra vencer!

Lerê! Lerê! Lerererere!

Lerê! Lerê! Lerererere!

A guerreira no “Quilombo”

Fez valer o seu papel

Pela luz das yabás

Todo preto vai pro céu!

Consagração, da negritude

Resiste entre tantos personagens

A pele preta é armadura

No palco, expressão de liberdade

Evoé, mulher!

Igual a ti eu nunca vi

Você ainda está aqui

Pra sempre, presente!

É sua coroação

Protagonista no meu pavilhão

Ô! Malunga!

Ô! Malunga ê!

Malunga Léa, arroboboi

Toca o bravum com ancestralidade

No terreiro Mocidade!

*A cobertura de carnaval do Terra tem apoio de Bluefit, Gol, Magalu, Mercado Pago, OMO, e Popeye's #TerraNoCarnaval

Fonte: Portal Terra
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