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Lembra de tudo o que rolou no Carnaval do Rio? Veja resumão

A campeã será conhecida nesta quarta-feira. Relembre os pontos mais importantes das duas noites de desfiles

6 mar 2019
07h00
atualizado às 11h19
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À parte todas as polêmicas nos camarotes, as escolas de samba passaram pela Sapucaí com diversos nomes de peso. Os desfiles começaram com meia hora de atraso. Raíssa de Oliveira, da Beija-Flor, se tornou a rainha com mais tempo no posto: são 17 anos. Antes da apuração, na tarde desta quarta-feira (6), relembre tudo que passou:

Império Serrano

Depois de um rebaixamento anulado em 2018, a Império trouxe o enredo “O que é, o que é?”, de Gonzaguinha. O figurino remeteu a figuras militares, em alusão aos perrengues e questionamentos da vida.

Elenco homenageou Gonzaguinha e falou sobre os perrengues da vida
Elenco homenageou Gonzaguinha e falou sobre os perrengues da vida
Foto: PILAR OLIVARES / Reuters

Viradouro

A Viradouro investiu em um enredo fantástico, cheios de seres encantados, criados por Paulo Barros, de volta à agremiação após 11 anos. A história recriava um livro de contos de fadas, com mistérios, fantasias e maldições. Na comissão de frente, uma drag fazia o papel de princesa.

Raissa Machado, Rainha de Bateria da Viradouro
Raissa Machado, Rainha de Bateria da Viradouro
Foto: FuturaPress

Grande Rio

Criticada na internet pelo “tapetão” do ano passado, a Grande Rio utilizou situações resolvidas com o “jeitinho brasileiro” para criticar a falta de educação. O desfile começou com uma versão moderna do personagem bíblico Moisés, que revelava os 10 mandamentos através de emojis. Juliana Paes foi rainha de bateria pelo 2º ano consecutivo.

Juliana Paes foi Rainha de Bateria da Grande Rio.
Juliana Paes foi Rainha de Bateria da Grande Rio.
Foto: FuturaPress

Salgueiro

O Salgueiro homenageou Júlio Machado, chamado de Xangô do Salgueiro, que desfilou por 39 anos na escola com a mesma fantasia. A história abordou o orixá como símbolo de religiões e imparcialidade.

Viviane Araújo desfilou como Borboleta de Oyá.
Viviane Araújo desfilou como Borboleta de Oyá.
Foto: FuturaPress

Beija-Flor

Completando setenta anos, a Beija-Flor resolveu relembrar seus melhores momentos. A vencedora do último intitulou seu enredo de “Quem não viu vai ver as fábulas da beija-flor”. Raíssa Oliveira chegou ao 17º desfile e se sagrou como a rainha de bateria recordista no posto. Pinah Ayoub foi homenageada em uma ala com passistas negras de cabeça raspada.

Raissa de Oliveira, Rainha de Bateria da Beija-Flor.
Raissa de Oliveira, Rainha de Bateria da Beija-Flor.
Foto: FuturaPress

Imperatriz Leopoldinense

A ganância e a relação do homem com o dinheiro foram o tema do enredo, que pintou a Sapucaí de verde, dourado e prata. Um Robin Hood voador jogou dinheiro falso nos presentes e Chico Anysio foi lembrado por seu bordão “e o salário ó’.

Fantasia de Flávia Lyra foi toda dourada
Fantasia de Flávia Lyra foi toda dourada
Foto: SERGIO MORAES / Reuters

Unidos da Tijuca

Encerrando a primeira noite, a agremiação contou a história da humanidade usando o pão como o elo. Histórias bíblicas, Revolução Francesa e Revolução Russa foram alguns dos temas representados.

Tijuca contou história da humanidade unida pelo pão
Tijuca contou história da humanidade unida pelo pão
Foto: SERGIO MORAES / Reuters

São Clemente

O segundo dia de desfiles começou com uma crítica à relação das escolas com o Carnaval, repetindo o enredo de 1990, “O Samba sambou”. Não faltaram críticas aos presidentes das agremiações, burocracias e rainhas de bateria que “compram” o cargo.

Raphaela Gomes, Rainha da São Clemente.
Raphaela Gomes, Rainha da São Clemente.
Foto: FuturaPress

Vila Isabel

Luxo foi a palavra de ouro da escola da rainha Sabrina Sato. A agremiação contou a história de Petrópolis até os dias de hoje. A escola terminou um minuto depois do tempo, por isso deve perder um décimo na pontuação. Familiares de Marielle Franco estiveram em um carro sobre a abolição.

Sabrina Sato no desfile da Vila Isabel, no Rio.
Sabrina Sato no desfile da Vila Isabel, no Rio.
Foto: Roberto Vazquez / FuturaPress

Portela

A mineira Clara Nunes foi celebrada no enredo da Portela. Uma bela performance foi feita por Emanuelle Araújo. Vários destaques da história e cultura mineira, como igrejas de arquitetura barroca, foram representados.

Bianca Monteiro, rainha de bateria da Portela.
Bianca Monteiro, rainha de bateria da Portela.
Foto: FuturaPress

União da Ilha

A cultura e os costumes do Ceará foram os destaques da União da Ilha do Governador. Os escritores Rachel de Queiroz e José de Alencar foram lembrados em alusões às obras “Iracema”, “O Guarani”, “O quinze”, entre outros. Um Padim Ciço voador trouxe novidade à comissão de frente.

Gracyanne Barbosa desfilou pela União da Ilha.
Gracyanne Barbosa desfilou pela União da Ilha.
Foto: FuturaPress

Paraíso da Tuiuti

Assim como no ano passado, a Tuiuti não teve papas na línguas e utilizou a história do Bode Ioiô, eleito vereador em Fortaleza em 1920, para ironizar as relações políticas atuais. O carro da “coxinha ultraconservadora” fez sucesso na internet.

Denise Dias, madrinha de bateria da Paraíso do Tuiuti
Denise Dias, madrinha de bateria da Paraíso do Tuiuti
Foto: Gilson Borba / Futura Press

Mangueira

Aclamada e aos gritos de “É campeã” no fim, a Mangueira promoveu uma aula de história, contando a história do Brasil sob a ótica de ícones da resistência, desde os índios até a atualidade. Mais uma vez Marielle foi lembrada no enredo.

Índios e heróis da resistência foram protagonistas do enredo da Mangueira
Índios e heróis da resistência foram protagonistas do enredo da Mangueira
Foto: SERGIO MORAES / Reuters

Mocidade

O carnavelesco Alexandre Louzada, que conduziu a escola à vitória em 2017, apostou  em uma reflexão sobre a passagem do tempo no encerramento dos desfiles.  Elza Soares foi homenageada em um dos carros.

Camila Silva, rainha da Mocidade.
Camila Silva, rainha da Mocidade.
Foto: FuturaPress

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Fonte: ED
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