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Portela exalta a negritude gaúcha: A força afro do Sul desfila na Sapucaí em 2026

Celebrando a negritude gaúcha, a Portela exalta a cultura afro-gaúcha e seus protagonistas no Carnaval 2026

24 out 2025 - 13h30
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Em 2026, a Escola de Samba Portela decidiu destacar a força da negritude gaúcha em seu enredo na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. O desfile tem como objetivo ressaltar a influência e a presença afro-gaúcha na cultura nacional, trazendo à tona trajetórias e contribuições pouco exploradas no cenário brasileiro. Ao utilizar o Carnaval como meio de expressão, a escola busca valorizar tradições, personalidades e histórias que formam a rica identidade do Rio Grande do Sul.

A iniciativa surgiu a partir da articulação entre a instituição carnavalesca e o governo estadual, prevendo uma colaboração com diferentes secretarias do Estado. Esse movimento envolve o apoio técnico, escuta ativa de representantes do movimento negro, fomento à identificação afro-gaúcha e facilitação do acesso a patrocínios via Lei Rouanet. Com esse respaldo, o projeto se estrutura para ser mais do que uma apresentação artística, tornando-se um marco para o reconhecimento da diversidade cultural local.

Como a cultura afro-gaúcha será representada no Carnaval 2026?

A construção do enredo procura conectar elementos simbólicos e históricos herdados dos povos africanos presentes no sul do país. Narrativas de resistência dos quilombos, práticas religiosas de matriz africana, manifestações da musicalidade e danças típicas, além da oralidade e lutas travadas pela população preta, serão exploradas nos carros alegóricos e nas fantasias. Esses aspectos destacam a riqueza de saberes e costumes que moldaram a identidade regional e permanecem vivos.

Personalidades históricas da comunidade afro-gaúcha ganham destaque nesse tributo, como líderes quilombolas e representantes de terreiros, bem como artistas e protagonistas anônimos que fortaleceram a cultura local. Esse protagonismo permite mostrar para o Brasil, por meio da festa popular, a pluralidade existente no Estado e ressalta o valor das raízes africanas como fundamento civilizatório da formação gaúcha.

Qual o significado da escolha desse tema para a sociedade?

Ao abordar a valorização afro-gaúcha no Carnaval, a Portela instiga uma reflexão profunda sobre ancestralidade e pertencimento. O desfile de 2026 terá papel relevante como instrumento de visibilidade e inclusão, uma vez que evidencia tradições e histórias muitas vezes negligenciadas. Para a sociedade, esse reconhecimento contribui para ampliar o entendimento sobre a multiplicidade cultural do Brasil e promove o respeito à diversidade étnica presente em cada região.

  • Combate ao apagamento histórico: dar visibilidade às matrizes africanas ajuda a corrigir lacunas históricas e a combater o silenciamento de algumas vozes.
  • Fortalecimento da identidade regional: reconhecer a origem preta no Rio Grande do Sul reforça o sentido de pertencimento de milhares de famílias.
  • Promoção de políticas de equidade: criar espaços para discussões e iniciativas inéditas é essencial para consolidar avanços em direitos humanos e justiça social.
Enrendo é inédito na Sapucaí – Divulgação/Portela
Enrendo é inédito na Sapucaí – Divulgação/Portela
Foto: Giro 10

Cultura afro-gaúcha: dados e curiosidades em destaque

A atualização recente dos dados do Censo 2022, divulgados em 2025, respalda a escolha do tema ao mostrar que o Rio Grande do Sul abriga a maior proporção de praticantes de religiões de matriz africana em todo o Brasil. O número de adeptos dessas tradições religiosas dobrou na última década, evidenciando uma recuperação e fortalecimento contínuos das heranças africanas na região sul.

Entre as manifestações mais marcantes estão o batuque, o tambor de sopapo, as festas de matriz africana e a forte presença do vocabulário e costumes herdados pelos antepassados. A oralidade, as rodas de samba e o modo plural de viver a religiosidade também foram fundamentais para consolidar a identidade afro-gaúcha.

  1. O Rio Grande do Sul foi palco de importantes quilombos que resistiram à escravidão por décadas.
  2. Elementos das crenças tradicionais africanas influenciaram a música e as festividades típicas da região.
  3. A culinária local também carrega traços marcantes da diáspora africana, misturando ingredientes e sabores herdados de gerações passadas.

Em 2026, a valorização da cultura negra do sul ganha uma plataforma de alcance nacional, permitindo debater o papel fundamental do povo afro-gaúcho na formação da diversidade brasileira. Com a Sapucaí como palco, a representatividade chega ao centro das atenções, ressaltando o protagonismo e a riqueza dessa herança cultural na concepção da identidade do país.

Giro 10
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