Instituto Brincante faz arrecadação para nova sede

Após despejo, instituto fundado por Antonio Nóbrega aposta em financiamento coletivo para dar continuidade as suas atividades

5 jun 2015
08h41
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Desde o ano passado, o Instituto Brincante está sendo obrigado a deixar a sede que ocupa há 22 anos na Vila Madalena, em São Paulo. Para dar continuidade as suas atividades, o instituto pretende arrecadar R$ 100 mil em financiamento coletivo. A verba será utilizada na readequação do novo espaço.

Perspectiva da fachada da nova sede do Instituto Brincante que vai unir duas pequenas casas próximas à antiga sede
Perspectiva da fachada da nova sede do Instituto Brincante que vai unir duas pequenas casas próximas à antiga sede
Foto: Bernardes Arquitetura / Divulgação

O projeto arquitetônico da nova sede vai unir duas pequenas casas dos fundadores, os artistas Antonio Nóbrega e Rosane Almeida, e é uma contribuição da Bernardes Arquitetura, do arquiteto Thiago Bernardes. O Instituto Alana também entrou com um aporte financeiro, cujo valor não foi divulgado. 

Até o momento, R$ 31.665 foram arrecadados na campanha que se encerra no dia 26 de junho. O prazo final para desocupação do imóvel expira em dezembro deste ano.

No primeiro semestre de 2014, após a venda do imóvel pelo proprietário, o instituto recebeu um comunicado de despejo. Na internet, teve início uma mobilização, conhecida como #ficabrincante, que chegou a reunir cerca de 10 mil pessoas no Parque Ibirapuera para uma ciranda-protesto em prol da causa.

O instituto abriga um teatro-escola responsável pela formação, pesquisa e divulgação da cultura popular brasileira. Em mais de duas décadas, recebeu 20 mil alunos e 57 mil espectadores. Nesse período, atendeu mais de 30 instituições realizando cursos, palestras e espetáculos, e formou mais de 2,2 mil arte-educadores. Além disso, seus cursos itinerantes já contaram com mais de 3 mil participantes.

As doações podem ser feitas pela plataforma Catarse (www.catarse.me/pt/ficabrincante). A cada valor destinado há uma recompensa prevista, que vai de camiseta, bolsas e ingressos a vagas em cursos. Se o projeto não atingir a meta, o doador recebe o dinheiro de volta.

 

Fonte: Cross Content
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