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Snap reforça aposta em óculos inteligentes com nova unidade independente

28 jan 2026 - 14h49
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A Snap criará uma subsidiária independente para seus óculos inteligentes de realidade aumentada, buscando atrair investimentos externos e desafiar sua maior concorrente, a Meta, no mercado de dispositivos vestíveis, que está ‌em rápido crescimento.

O lançamento da unidade Specs, anunciado nesta quarta-feira, ocorre em um momento em que ‌o sucesso dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta posiciona o setor de óculos como um dos pioneiros na corrida por dispositivos movidos a inteligência artificial.

Mas os dispositivos vestíveis representam um investimento caro, que exige uma injeção maciça de capital em hardware, software e recursos de pesquisa e ‍desenvolvimento, onde até mesmo pequenas interrupções na cadeia de suprimentos podem afetar as metas de produção.

No início deste mês, uma crise de abastecimento forçou a Meta a interromper a expansão internacional de seus óculos Ray-Ban Display e se concentrar em atender aos pedidos dos ‌EUA.

Enquanto a Meta desenvolve seus óculos inteligentes com a Ray-Ban da EssilorLuxottica, ‌a gigante de tecnologia rival Google firmou parceria com a Warby Parker.

Conhecida por seu aplicativo de mensagens Snapchat e filtros animados, a Snap tem investido cada vez mais em realidade aumentada (RA), que pode sobrepor efeitos digitais em fotos, vídeos e na visão que os usuários têm do ambiente ao seu redor em tempo real.

Os óculos inteligentes Specs contarão com um "sistema de inteligência" para antecipar as necessidades do usuário e auxiliá-lo em tarefas. As ações da Snap subiram mais de 2%.

A empresa afirmou que a nova unidade abrirá suas portas para investimentos minoritários e está recrutando ativamente para quase 100 vagas em todo o mundo, à medida que se aproxima do lançamento do produto.

A Snap investiu mais de US$3 bilhões ao longo de 11 anos para desenvolver seus óculos de realidade aumentada, afirmou o cofundador e presidente-executivo Evan Spiegel na Augmented World Expo do ano passado.

"O sucesso dependerá menos de inovações revolucionárias em hardware e mais da integração do ecossistema e do valor do software", disse Francisco ‌Jeronimo, vice-presidente de pesquisa de dispositivos da empresa de pesquisa de mercado International Data Corporation (IDC).

No ano passado, a Meta dominou o mercado de óculos inteligentes com uma participação de 70% em unidades, seguida pela Xiaomi com 8,5% e a Huawei Technologies com 2,7%, de acordo com a IDC.

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