Parece um aplicativo comum, mas é uma armadilha: os EUA transformaram o celular na arma perfeita para deportar imigrantes
Sistema do ICE usa dados governamentais e análise algorítmica para definir alvos de deportação
A caça por imigrantes nos Estados Unidos está ganhando uma nova camada tecnológica, baseada em mapas, dados e algoritmos. Agora, os agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) estão usando um aplicativo para identificar, localizar e priorizar pessoas para deportação. Desenvolvida com apoio da empresa de tecnologia Palantir, a ferramenta cruza dados governamentais, cria mapas interativos com possíveis alvos e atribui pontuações de "confiança" sobre onde essas pessoas vivem. O sistema, revelado a partir de documentos obtidos pelo 404 Media, expôs a ligação entre a infraestrutura tecnológica desenvolvida pela Palantir e a atuação prática do ICE em operações de campo.
ELITE: entenda como funciona o aplicativo usado pelo ICE
Chamado de ELITE (Enhanced Leads Identification & Targeting for Enforcement), o aplicativo foi projetado para ajudar agentes do ICE a identificar e priorizar pessoas consideradas "alvos de alto valor" para operações de imigração. A ferramenta apresenta um mapa digital interativo que marca possíveis alvos de deportação, cada um acompanhado por um dossiê detalhado.
Esses perfis incluem informações como nome completo, data de nascimento, número de registro de estrangeiro e fotos. Um dos elementos centrais do sistema é a chamada pontuação de confiança, que varia de 0 a 100 e indica o quanto o aplicativo considera confiável o endereço associado àquela pessoa. Quanto maior a pontuação, maior a probabilidade do local ser priorizado em ...
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