Os aplicativos que os EUA querem destruir: governo teria exigido que Apple e Google apagassem ferramentas que rastreiam o ICE
Um lado considera censura, o outro acredita que é para a segurança dos agentes
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está sob os holofotes de uma investigação que pode redefinir os limites entre segurança nacional e liberdade de expressão. O órgão é acusado de exercer pressão indevida sobre a Apple e o Google para que removessem de suas lojas aplicativos móveis projetados para rastrear, em tempo real, a localização de agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA).
O caso ganhou força com o aplicativo ICEBlock, que chegou ao topo da App Store em julho de 2025, após críticas severas de altos funcionários do governo. Poucos meses depois, a ferramenta foi removida sob ordens supostamente vindas de autoridades federais, o que levou o criador do software a processar o governo por violação do direito à liberdade de expressão, garantido pela Primeira Emenda.
Segurança dos agentes contra transparência comunitária
O embate coloca em lados opostos visões muito distintas sobre o papel da tecnologia no monitoramento policial:
- Os aplicativos são vistos como ferramentas essenciais de transparência e autoproteção, especialmente para comunidades imigrantes que desejam se manter informadas sobre operações policiais em suas vizinhanças.
- Policiais e autoridades alegam que o uso de dados colaborativos (crowdsourcing) para expor a posição de agentes coloca os profissionais em risco iminente de assédio, emboscadas ou violência.
- Embora a Apple e o Google não confirmem a pressão governamental, alegando apenas a aplicação rotineira de suas políticas internas, a ...
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