Fim de uma era: a China resolve acabar com a "diplomacia do panda" e recolhe os animais
Após fim de empréstimo, zoológico de Tóquio devolve seus dois exemplares
O Japão ficou sem pandas pela primeira vez em mais de cinco décadas. A partida dos gêmeos Xiao Xiao e Lei Lei do zoológico de Ueno, em Tóquio, rumo à China, não marca apenas o fim de uma era para os visitantes japoneses, mas também reflete a deterioração das relações entre as duas maiores economias da Ásia. As imagens de multidões se despedindo com lágrimas nos olhos mostram que, para além da política, os pandas fizeram parte do coração cultural do Japão.
A notícia se insere em um contexto mais amplo: a chamada "diplomacia do panda", uma prática que a China utilizou por décadas para estreitar laços com outros países. No entanto, em tempos de tensões crescentes, a devolução desses animais é interpretada como um lembrete de que os pandas não são apenas embaixadores de boa vontade, mas também peças dentro de um tabuleiro geopolítico.
A diplomacia do panda: um símbolo com história
A estratégia de enviar pandas ao exterior começou no século 20 como um gesto de amizade e cooperação. Durante décadas, a China presenteou países aliados com exemplares, mas, desde 1984, mudou sua política e passou a estabelecer empréstimos de longo prazo, com condições específicas de conservação e reprodução.
O México é um exemplo emblemático dessa prática: em 1975, recebeu Pe Pe e Ying Ying como presente de Mao Zedong, o que permitiu que o Zoológico de Chapultepec se tornasse o primeiro centro fora da China a conseguir a reprodução bem-sucedida de pandas. Dessa linhagem nasceu Xin Xin, que hoje é ...
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