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Gympass compra empresa de chatbot Vitalk para crescer oferta em serviços de saúde mental

Em negócio sem valor revelado, Gympass incorpora chatbot com aconselhamento psicológico na sua plataforma de bem-estar Wellz

6 abr 2022 - 14h14
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A Gympass anunciou nesta quarta-feira, 5, a aquisição da startup Vitalk, chatbot voltado para saúde mental, em busca de aumentar o portfólio em sua própria divisão de bem-estar. O negócio não teve valor divulgado.

Com a compra, a Wellz, segmento da Gympass que oferece programas de tratamento, prevenção e acompanhamento de saúde mental, vai incorporar, também, todas as soluções oferecidas pela Vitalk. O uso da plataforma, como associada do Gympass, porém, vai ocorrer apenas no Brasil — atualmente, o unicórnio do mundo fitness atua em 11 países, incluindo América Latina, América do Norte e Europa.

"Com a Vitalk, trazemos uma experiência que antes não tínhamos, que é a combinação de inteligência artificial com uma jornada humana através de chatbots e conhecimento digital, complementando nossa forte base profissional", explica João Barbosa, co-fundador do Gympass, "Projetamos o crescimento rápido da marca Wellz, que será fortalecido pela experiência e conhecimento da equipe Vitalk, vital nesta jornada".

Fundada em 2012, a Gympass permite que empresas ofereçam acesso a academias de ginástica aos seus funcionários por meio de uma rede de mais de 50 mil academias e estúdios em todo o mundo. A startup também oferece por meio de sua plataforma serviços de terapia e orientação do sono — entre seus clientes, estão empresas como McDonald's, Accenture, KPMG e Santander. A Gympass atingiu a avaliação de US$ 1 bilhão em 2019.

Para a Vitalk, o movimento é um indício de que apostar em temas de bem estar foi um acerto. A startup foi criada em 2013, quando prestava acompanhamento psicológico via SMS. O aumento da tecnologia — e o surgimento de mensageiros conectados pela internet — fez com que a empresa, antes chamada TNH Health, se tornasse a Vitalk, em 2019.

No novo modelo de negócios, a startup oferece um serviço de chat por meio de uma assistente virtual — a Viki. A ideia é prestar um primeiro atendimento psicológico para, depois, encaminhar pacientes para áreas especializadas em depressão, ansiedade e outros diagnósticos psicológicos. Em duas versões, gratuita ou paga, a plataforma também trabalha com profissionais para montar planos de atividades para os pacientes — a equipe será absorvida pela Gympass.

Agora, dentro da plataforma da Wellz, os assinantes da startup terão acesso à terapias individuais e em grupo, além de monitoramento clínico e acesso a materiais que abordam diversos temas relacionados à saúde mental.

"Por meio da parceria com o Gympass, podemos alcançar milhões de pessoas em todo o mundo", afirma Michael Kapps, presidente e cofundador da Vitalk. "É um momento empolgante para se juntar à família e estou ansioso para adicionar uma nova camada de especialização à plataforma Wellz, aproveitando dados para criar uma solução altamente personalizada".

Crescimento

Desde seu último aporte — um cheque gordo de US$ 220 milhões em 2021 — a Gympass tem expandido sua oferta de serviços por meio de aquisições no mercado fitness e de bem-estar. De junho do ano passado até o momento, foram, pelo menos, três compras de startups menores para integrar o ecossistema: o aplicativo de treinamento pessoal, Trainiac e as plataformas de bem-estar europeias Andjoy e 7Card.

Com isso, o unicórnio soma mais de 60 aplicativos sob sua gerência, todos com serviços utilizáveis pelos beneficiados da plataforma — para ser um cliente, é preciso fazer parte de um plano corporativo com a cobertura da empresa.

Os investimentos também apontam para uma recuperação saudável após ver as academias fechadas em 2020, por conta da pandemia de coronavírus. Desde o ano passado, a Gympass tem crescido no número de serviços e clientes, com a oferta de um produto híbrido digital e com acesso às academias físicas nos países em que atua.

Em julho de 2020, em entrevista ao Estadão, César Carvalho, presidente da Gympass, já havia indicado o interesse no segmento digital. "No futuro, o uso dos produtos digitais só cresce, mesmo com a abertura das academias em todos os mercados hoje. E não vai diminuir. O futuro vai ser o mix de experiências com pessoas e experiências digitais, que são mais convenientes a depender do momento. Mas todo mundo precisa dessas conexões sociais e essa vai ser a jornada. Não vamos diminuir os produtos digitais. Investimos bastante nisso", disse ele na época.

Estadão
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