Hyundai vislumbra fábricas repletas de robôs humanoides, mas sindicato coreano diz "não tão rápido"
Hyundai quer introduzir robôs humanoides em suas fábricas a partir de 2028; Sindicato na Coreia do Sul interrompe iniciativa e exige negociação prévia.
Há meses, a Hyundai vem construindo uma narrativa muito concreta sobre o futuro de suas fábricas, na qual robôs humanoides deixam de ser uma promessa distante para se tornarem uma ferramenta industrial real. A imagem é poderosa e se conecta com uma corrida global para automatizar processos cada vez mais complexos, mas na Coreia do Sul esse discurso já encontrou um primeiro limite. Mesmo antes da entrada de robôs nas linhas de produção, o sindicato já se manifestou para deixar clara sua posição e alertar que quaisquer mudanças com impacto no emprego terão que ser negociadas.
Alerta claro
O Sindicato dos Motoristas Hyundai deixou claro que "sem um acordo entre a empresa e os trabalhadores, nenhum robô poderá entrar nas fábricas sul-coreanas", enfatizando que qualquer decisão com impacto no emprego deve passar pela mesa de negociações. A mensagem se conecta diretamente com o atual acordo coletivo, que exige que todas as medidas que afetam o trabalho sejam submetidas a debate e aprovação conjunta. Com esse posicionamento, a introdução de robôs humanoides surge como um dos possíveis motivos de atrito entre os representantes dos trabalhadores e a corporação asiática.
Temor de que a Coreia do Sul perca destaque
O sindicato associa a automação a um movimento mais amplo de reorganização industrial, marcado pelo crescimento da produção nos Estados Unidos. Segundo eles, o aumento planejado na capacidade da fábrica americana poderia acabar reduzindo o volume de produção das fábricas na ...
Matérias relacionadas
Android Auto 16 chegou: é um novo começo rumo à tão aguardada renovação visual