O gelo de Europa pode estar alimentando um oceano subterrâneo com potencial para abrigar vida
Isso muda nossa perspectiva sobre esta lua
Cientistas da Universidade Estadual de Washington revelaram uma nova peça no quebra-cabeça da habitabilidade de Europa, uma das maiores luas de Júpiter. Um estudo publicado em janeiro de 2026 sugere que a espessa camada de gelo que envolve a lua não é apenas uma barreira intransponível, mas um sistema dinâmico que "recicla" nutrientes da superfície para o vasto oceano subterrâneo.
Europa é considerada um dos lugares mais promissores para a busca de vida extraterrestre porque possui mais água líquida do que todos os oceanos da Terra somados. O grande desafio científico sempre foi entender como nutrientes vitais, produzidos na superfície pela radiação de Júpiter, conseguiriam atravessar quilômetros de gelo para alimentar possíveis microrganismos nas profundezas escuras do oceano.
A inspiração na geologia da Terra: a delaminação
Para resolver esse enigma, os pesquisadores buscaram inspiração em um processo geológico terrestre chamado delaminação da crosta. Na Terra, seções da crosta que se tornam quimicamente alteradas e densas podem se desprender e afundar no manto.
Os modelos computacionais aplicados a Europa mostraram que um processo idêntico pode ocorrer no gelo:
- A radiação de Júpiter reage com sais na superfície, criando compostos ricos em energia. Esse gelo torna-se mais pesado que o gelo puro ao seu redor.
- O estudo demonstrou que, se o gelo estiver minimamente enfraquecido por impurezas, essas porções densas e ricas em nutrientes podem se desprender e "afundar" através da ...
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