Esta é uma estranha combinação de planetas que não deveria existir, mas que agora reescreve regras sobre como mundos nascem
Um um "Júpiter quente" e um "mini-Netuno"
A cerca de 190 anos-luz da Terra, um sistema planetário bizarro está forçando os astrônomos a rasgarem os livros de regras sobre a formação de mundos. A combinação envolve um "Júpiter quente", um gigante gasoso massivo, e uma "mini-Netuno" que orbita ainda mais perto da estrela. Essa configuração era considerada quase impossível, pois a gravidade esmagadora de um Júpiter quente costuma expulsar qualquer planeta menor que tente se aproximar de sua órbita.
Agora, utilizando o Telescópio Espacial James Webb (JWST), pesquisadores do MIT conseguiram analisar a atmosfera dessa mini-Netuno, chamada TOI-1130b, pela primeira vez. Os resultados revelaram uma atmosfera densa e rica em moléculas pesadas, como vapor de água, dióxido de carbono e dióxido de enxofre. Essa composição é uma "assinatura" de que o planeta não nasceu onde está hoje, mas sim em uma região muito mais fria e distante de sua estrela.
Uma migração em dupla pelo espaço
A descoberta sugere que ambos os planetas se formaram além da chamada "linha de gelo", a distância onde as temperaturas são baixas o suficiente para que a água congele. Nessa região gelada, os planetas conseguiram acumular materiais voláteis e gelo, construindo atmosferas espessas. Com o tempo, esse "casal estranho" migrou junto para o interior do sistema, mantendo suas posições relativas e preservando suas atmosferas originais.
"Esta é a primeira vez que observamos a atmosfera de um planeta que está dentro da órbita de um Júpiter quente", explica Saugata ...
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