Menopausa precoce: sinais de alerta que merecem atenção

Condição afeta milhões de brasileiras, antecipa riscos à saúde e exige diagnóstico e acompanhamento contínuos

2 fev 2026 - 12h49

A menopausa precoce ocorre quando os sintomas do fim do ciclo reprodutivo surgem antes do esperado, geralmente entre os 40 e 45 anos, ou até antes dos 40.

A menopausa precoce exige atenção médica para preservar a saúde e a qualidade de vida
A menopausa precoce exige atenção médica para preservar a saúde e a qualidade de vida
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

A condição merece atenção porque antecipa impactos importantes na saúde da mulher, exigindo diagnóstico cuidadoso e acompanhamento médico contínuo.

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Segundo dados divulgados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) em 2025, cerca de 30 milhões de brasileiras convivem com a menopausa precoce, o que representa 7,9% da população feminina, de acordo com o IBGE. O número reforça que o tema vai além da clínica e se torna uma questão de saúde pública.

A vontade de ignorar os primeiros sinais

Os sintomas da menopausa precoce são semelhantes aos da menopausa natural. Ondas de calor, insônia, alterações de humor e secura vaginal costumam ser os mais comuns.

A diferença está na idade em que aparecem, o que faz muitas mulheres demorarem a buscar ajuda.

Por surgirem mais cedo, esses sinais podem ser confundidos com estresse, alterações hormonais pontuais ou problemas da tireoide. Isso atrasa o diagnóstico e aumenta os riscos à saúde.

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O corpo sente a queda hormonal mais cedo

A principal preocupação da menopausa precoce é o declínio antecipado dos hormônios femininos. Segundo a ginecologista Ana Maria Passos, quanto mais cedo ocorre a menopausa, maiores devem ser os cuidados.

"O declínio hormonal aumenta o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose e declínio cognitivo", explica a especialista, que atua com foco em saúde da mulher 40+.

Estudos internacionais reforçam esse alerta. Uma meta-análise publicada no Human Reproduction Update aponta que mulheres com menopausa precoce têm até 50% mais risco de desenvolver doenças cardíacas em comparação às que entram na menopausa após os 50 anos.

Quando o diagnóstico é mais difícil

O diagnóstico da menopausa precoce nem sempre é simples. Por afetar mulheres jovens, é comum que a condição seja confundida com gravidez ou outras alterações hormonais.

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A confirmação ocorre por meio de exames laboratoriais, especialmente a dosagem de FSH e estradiol.

Além disso, a perda da fertilidade pode surgir de forma inesperada, o que impacta emocionalmente mulheres ainda em idade reprodutiva.

As causas podem envolver fatores genéticos, mas também tratamentos como quimioterapia, radioterapia e condições como endometriose.

Tratamento e acompanhamento fazem diferença

A reposição hormonal é considerada uma das principais estratégias para proteger a saúde cardiovascular, óssea e cerebral.

O tratamento pode incluir também suplementação, ajustes na alimentação e mudanças no estilo de vida.

"A mulher que entra na menopausa prematuramente precisa de acompanhamento médico contínuo. Não tem como congelar o tempo, mas é possível preservar a saúde e a qualidade de vida", reforça a médica.

Informar é parte do cuidado

A discussão sobre menopausa precoce vai além do consultório. Informar, orientar e reduzir estigmas é fundamental para que mais mulheres reconheçam os sinais e busquem ajuda no momento certo.

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Quando procurar um médico?

  • Ciclos menstruais irregulares ou ausentes antes dos 45

  • Ondas de calor frequentes

  • Insônia persistente

  • Alterações de humor intensas

  • Diminuição da libido ou desconforto vaginal

Buscar orientação profissional é o primeiro passo para atravessar essa fase com mais segurança e bem-estar.

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