Força ou cardio: qual a ordem para acelerar o metabolismo?

Descubra como organizar sua rotina de treinos para maximizar a queima de gordura e ganhar performance

13 jan 2026 - 17h00

Uma das dúvidas mais persistentes nas academias e entre praticantes de atividades físicas é sobre a organização do treino: afinal, deve-se fazer o treino de força antes ou depois do cardio?

Veja se você combina mais com treino de força ou cardio
Veja se você combina mais com treino de força ou cardio
Foto: Shutterstock / Sport Life

A resposta para essa pergunta não é universal, pois depende diretamente dos seus objetivos pessoais, seja ele o emagrecimento, a hipertrofia ou a melhora do condicionamento atlético.

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No entanto, quando o foco principal é acelerar o metabolismo e otimizar a queima de gordura, a ciência do esporte aponta para caminhos bem específicos.

O metabolismo é o conjunto de reações químicas que transformam os nutrientes em energia. Para mantê-lo acelerado, não basta apenas "gastar calorias" durante a atividade; o segredo está no consumo de oxigênio pós-exercício e na manutenção da massa magra. 

A ordem em que você executa as modalidades de exercício altera a forma como o seu corpo utiliza os estoques de glicogênio e gordura, influenciando diretamente o resultado final na balança e no espelho.

1. A lógica do glicogênio: Por que a musculação costuma vir primeiro

Para a maioria das pessoas que buscam recomposição corporal, iniciar o treino pela musculação (força) é a estratégia mais eficaz. Isso ocorre porque o treino de força exige uma explosão de energia rápida, que o corpo obtém principalmente através do glicogênio muscular, uma forma de açúcar estocada nos músculos.

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Se você faz um cardio intenso antes, esgota esses estoques de energia, chegando ao treino de musculação fadigado e incapaz de levantar as cargas necessárias para estimular o crescimento muscular.

Ao priorizar a força, você garante que terá intensidade máxima para romper fibras musculares. Após o treino de musculação, com o glicogênio já reduzido, o corpo tende a recorrer mais facilmente às reservas de gordura como fonte de combustível para um cardio de intensidade moderada que venha a seguir. Portanto, para quem busca definição, a ordem "força primeiro, cardio depois" costuma ser a regra de ouro.

2. O papel do treinamento de força no metabolismo de repouso

O treinamento de força, que engloba a musculação convencional, o levantamento de peso olímpico (LPO) e até a calistenia pesada, é o principal motor para o aumento da Taxa Metabólica Basal (TMB). Isso acontece porque o tecido muscular é metabolicamente mais caro de manter do que o tecido adiposo.

Em termos simples: quanto mais músculos você tem, mais calorias seu corpo queima mesmo quando você está sentado assistindo ao BBB 26.

Além do ganho de massa, o treino de força intenso gera microlesões que o corpo precisa reparar nas 24 a 48 horas seguintes. Esse processo de reparação exige energia constante, mantendo o metabolismo elevado por muito mais tempo após a saída da academia do que um cardio leve faria.

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É o investimento de longo prazo para quem deseja um corpo que queima energia de forma eficiente e constante.

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3. Cardio de baixa intensidade (LISS) vs. Alta intensidade (HIIT)

O exercício cardiovascular pode ser dividido em duas grandes modalidades com impactos diferentes no metabolismo. O LISS (Low-Intensity Steady State), como uma caminhada rápida ou pedalada leve, é excelente para a saúde do coração e pode ser feito após a musculação para ajudar na recuperação e queimar gordura residual sem gerar um estresse sistêmico excessivo.

Já o HIIT (High-Intensity Interval Training) consiste em períodos curtos de esforço máximo seguidos de descanso. O HIIT é um poderoso acelerador metabólico devido ao seu impacto no efeito EPOC. Ele "obriga" o metabolismo a trabalhar em alta rotação por horas após o treino para normalizar os níveis de oxigênio.

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No entanto, por ser muito extenuante, o HIIT não deve ser feito imediatamente antes da musculação, sob risco de lesões e queda brusca de performance.

4. Exercícios funcionais e crossfit: O híbrido metabólico

Existem modalidades que tentam unir o melhor dos dois mundos em uma única sessão. O treinamento funcional e o Crossfit utilizam movimentos compostos que elevam a frequência cardíaca ao mesmo tempo que exigem força muscular. Essas modalidades são excelentes para quem tem pouco tempo e busca um condicionamento físico geral.

Nesses casos, a ordem é ditada pela programação do dia (o WOD), mas a lógica permanece: os movimentos técnicos e de força pura costumam vir no início da aula, seguidos pela parte metabólica intensa.

Essa estrutura garante que o sistema nervoso central esteja fresco para os movimentos complexos de força, deixando o esgotamento cardiovascular para o final, quando a técnica bruta já foi executada.

5. Quando o cardio deve ser a prioridade número um?

Embora a musculação antes do cardio seja ideal para a estética, existem exceções. Se o seu objetivo principal é a performance em endurance, o cardio deve vir primeiro. Atletas de corrida ou ciclismo precisam treinar com o sistema cardiovascular descansado para atingir metas de tempo e distância.

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Nesse cenário, o treino de força entra como um complemento para prevenir lesões e fortalecer a musculatura estabilizadora, mas não deve competir em intensidade com o treino principal de corrida. A ordem do exercício, portanto, deve refletir a sua prioridade: o que vem primeiro recebe o máximo de energia e foco do organismo.

6. Conclusão: Personalize sua rotina para resultados duradouros

Para acelerar o metabolismo de forma definitiva, a combinação de força e cardio é imbatível. Se o seu foco é emagrecimento e ganho de tônus muscular, prefira a musculação intensa seguida de 20 a 30 minutos de cardio moderado. Essa sequência otimiza o uso hormonal (liberação de GH e testosterona durante a força) e maximiza a oxidação de gorduras no final do treino.

Lembre-se de que a nutrição desempenha um papel crucial: treinar força sem o aporte necessário de proteínas pode levar ao catabolismo, o que desacelera o metabolismo a longo prazo. O equilíbrio entre as modalidades, respeitando a ordem que favorece o seu objetivo principal, é o que garantirá uma evolução constante e uma saúde de ferro para enfrentar qualquer desafio esportivo em 2026.

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