A deficiência de vitamina D é um problema mais comum do que se imagina e pode afetar pessoas de todas as idades. Apesar de estar associada principalmente à exposição insuficiente ao sol, a condição também pode ser influenciada por alimentação inadequada, uso de protetor solar em excesso, envelhecimento e algumas doenças. Muitas vezes silenciosa, a falta dessa vitamina essencial pode provocar uma série de sinais que merecem atenção.
"A deficiência verdadeira só é confirmada com exame de sangue. Na prática clínica, costumo desconfiar quando a pessoa tem fatores de risco como pouca exposição solar, pele escura, obesidade, idade avançada, problemas de absorção intestinal e uso de alguns medicamentos", diz.
Muita gente com deficiência é assintomática, por isso o exame é tão importante. Segundo a especialista, quando os sintomas aparecem, os mais comuns são:
- Cansaço e fadiga fora do habitual.
- Fraqueza muscular e dor nos músculos.
- Dor óssea, maior fragilidade dos ossos, osteoporose e, em casos mais graves, raquitismo e osteomalácia.
- Maior suscetibilidade a infecções e alterações de humor, como queda de energia e sintomas depressivos.
Se a pessoa for saudável, a médica diz que dá para repor a vitamina D somente com exposição solar e alimentação.
"Mas em quem já tem deficiência confirmada, fatores de risco importantes ou pouca possibilidade de pegar sol, na maioria das vezes é necessária suplementação orientada por médico, porque só sol e dieta costumam não dar conta", complementa.
A maior parte da vitamina D vem do sol; a alimentação contribui com uma parte menor. Entre as principais fontes alimentares estão:
- Peixes gordurosos de água fria, como salmão, sardinha, atum.
- Óleo de fígado de peixe.
- Gema de ovo.
- Leite integral e derivados, alguns leites e alimentos fortificados com vitamina D.