Exames da tireoide: quais são indicados e quando solicitar

Entenda quais exames ajudam a identificar disfunções da tireoide e quando cada um deve ser solicitado

11 jan 2026 - 11h45

Problemas da tireoide são mais comuns do que se imagina e, muitas vezes, passam despercebidos.

Entenda quais exames ajudam a identificar disfunções da tireoide e quando cada um deve ser solicitado
Entenda quais exames ajudam a identificar disfunções da tireoide e quando cada um deve ser solicitado
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Distúrbios como hipotireoidismo, hipertireoidismo e nódulos tireoidianos podem causar sintomas inespecíficos — cansaço persistente, ganho ou perda de peso, alterações de humor, queda de cabelo e intolerância ao frio ou ao calor — que nem sempre são reconhecidos na atenção primária.

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Confira a matéria completa: Doenças da tireoide são comuns, mas ainda pouco diagnosticadas

Por isso, conhecer os exames da tireoide, quando solicitá-los e o que cada um revela é essencial para diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Por que os exames da tireoide são importantes

A tireoide é uma pequena glândula na base do pescoço, responsável por regular o metabolismo, a energia, o sistema cardiovascular, a saúde óssea e o eixo neuropsíquico.

Quando suas funções estão alteradas, o impacto pode ser sério, especialmente em idosos ou pessoas com doenças cardiovasculares e autoimunes.

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Segundo o endocrinologistaDr. Adriano Cury, do Alta Diagnósticos, "o olhar atento do médico generalista, aliado à solicitação adequada de exames, é crucial para confirmar a suspeita diagnóstica de doenças da tireoide."

Principais exames da tireoide

  1. TSH e T4 livre

    • O TSH é o exame inicial para avaliar a função tireoidiana.

    • O T4 livre complementa o TSH, ajudando a identificar se a disfunção é hipo ou hipertireoidismo, inclusive em suas formas subclínicas.

    • Em casos específicos, o T3 também pode ser solicitado.

  2. Anticorpos antitireoidianos

    • Anti-TPO e anti-Tg: indicados para investigar tireoidite autoimune (como Hashimoto).

    • TRAb: fundamental para diagnosticar a doença de Graves, principal causa de hipertireoidismo em adultos e crianças.

  3. Ultrassonografia de alta resolução

    • Avalia a anatomia da glândula, textura do parênquima e presença de nódulos.

    • Permite estratificar o risco de malignidade usando sistemas padronizados (TI-RADS/ATA).

  4. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)

    • Indicada quando há nódulos suspeitos ou acima de certos tamanhos.

    • Ajuda a diferenciar nódulos benignos de malignos e definir necessidade de intervenção cirúrgica.

Quando solicitar os exames

Alguns grupos merecem atenção especial:

  • Gestantes e mulheres em idade reprodutiva: alterações tireoidianas podem afetar desfechos obstétricos e o desenvolvimento fetal.

  • Pessoas com doenças autoimunes: diabetes tipo 1, lúpus, artrite reumatoide e outras condições aumentam o risco de tireoidite.

  • Pacientes com sintomas persistentes e inespecíficos: fadiga intensa, instabilidade de peso, alterações de humor, palpitações, constipação ou queda de cabelo acentuada.

O rastreamento direcionado nesses casos não é apenas preventivo, mas uma oportunidade de diagnóstico precoce e manejo eficaz.

Estratégias práticas para médicos e pacientes

  • Solicitar TSH (com T4 livre quando indicado) em queixas inespecíficas ou histórico de doenças autoimunes.

  • Realizar avaliação tireoidiana em gestantes de risco conforme diretrizes da SBEM.

  • Investigar bócio, nódulos palpáveis ou linfonodomegalias com ultrassonografia, encaminhando para PAAF se necessário.

  • Incentivar hábitos saudáveis que protejam o risco cardiovascular, como controle de peso, cessação do tabagismo e manejo de hipertensão e dislipidemia.

"O caminho diagnóstico está bem estruturado, permitindo um planejamento terapêutico adequado para a maioria dos pacientes, com impacto mínimo no cotidiano", conclui o Dr. Cury.

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