O diabetes mellitus é uma doença crônica que afeta a forma como o corpo processa a glicose. Quando não é controlada, a enfermidade provoca o acúmulo de açúcar na corrente sanguínea.
Esse desequilíbrio causa danos silenciosos em vários órgãos e tecidos ao longo dos anos. Muitas vezes, o paciente convive com a condição sem saber que está doente.
No entanto, o organismo costuma emitir alertas visíveis na superfície do corpo.
O portal Saúde em Dia preparou um guia prático para você reconhecer os sinais do diabetes na pele, nos olhos e nos pés. Veja a seguir.
Manifestações cutâneas: a pele como espelho da saúde
A pele é frequentemente um dos primeiros órgãos a manifestar os efeitos do diabetes de forma clara.
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Manchas escuras: O surgimento de áreas escurecidas e aveludadas é um sinal comum. Essas manchas aparecem principalmente nas dobras do corpo, como axilas, pescoço e virilha. Esse sintoma indica a presença de resistência à insulina.
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Ressecamento extremo e coceira: O diabetes causa a desidratação das células cutâneas. A pele fica excessivamente seca, descamando com facilidade e gerando coceira intensa.
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Infecções frequentes: O excesso de glicose enfraquece o sistema imunológico. Isso facilita o surgimento de micoses, frieiras e infecções bacterianas como o terçol e furúnculos.
Alterações na visão e os riscos do diabetes ocular
Os olhos sofrem diretamente com as variações bruscas e constantes das taxas de açúcar no sangue.
O sintoma visual mais imediato é a visão turva ou embaçada passageira. Esse fenômeno acontece porque o excesso de glicose altera o formato do cristalino, a lente natural do olho.
Com isso, a capacidade de foco diminui temporariamente.
A longo prazo, o diabetes descontrolado pode causar a retinopatia diabética. Essa condição perigosa danifica os pequenos vasos sanguíneos da retina.
O paciente pode notar pequenas manchas escuras flutuando na visão ou sofrer perda progressiva da capacidade visual.
Sem o tratamento médico adequado, a retinopatia evolui para a cegueira irreversível.
O perigo nos membros inferiores: os sinais nos pés
Os cuidados com os pés devem ser redobrados em pacientes diabéticos devido a dois fatores principais.
O primeiro fator é a neuropatia diabética, que destrói os nervos periféricos.
O indivíduo perde gradativamente a sensibilidade térmica e dolorosa nos membros inferiores. Ele pode sofrer ferimentos, queimaduras ou calos sem perceber o dano.
O segundo fator é a má circulação sanguínea. O diabetes endurece as artérias, diminuindo o fluxo de sangue para as pernas.
Como consequência, qualquer pequeno corte demora muito tempo para cicatrizar. Essa combinação cria o cenário perfeito para o surgimento do "pé diabético".
Trata-se de úlceras profundas que podem infeccionar e, em casos extremos, levar à amputação do membro.
Fique atento também aos sintomas clássicos da doença, como sede excessiva, perda de peso sem motivo aparente e urina frequente.
Caso perceba qualquer uma dessas alterações, procure um médico imediatamente para realizar exames de sangue.
O diagnóstico precoce protege a sua saúde e garante uma excelente qualidade de vida.