Dor que não passa: tendinite do atleta pode indicar algo mais sério

Condição é comum entre praticantes de atividades físicas, mas sintomas persistentes de tendinite exigem avaliação especializada para evitar complicações.

5 jun 2026 - 20h21

A tendinite é uma das lesões mais frequentes entre atletas e praticantes de atividades físicas. Caracterizada pela inflamação ou degeneração dos tendões, a condição costuma provocar dor durante os movimentos, sensibilidade local e queda no desempenho esportivo.

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Foto: Saúde em Dia

Embora muitas vezes esteja associada ao excesso de esforço ou à repetição de movimentos, a persistência dos sintomas pode ser um sinal de alerta.

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Excesso de esforço nos tendões

Segundo o ortopedista Dr. Kaleu Nery, a tendinite geralmente surge quando há sobrecarga contínua sobre o tendão. "Os tendões são estruturas responsáveis por conectar os músculos aos ossos e suportam uma grande carga durante a prática esportiva.

Quando existe excesso de treinamento, movimentos repetitivos, falhas na execução dos exercícios ou falta de recuperação adequada, podem surgir processos inflamatórios e degenerativos que provocam dor e comprometem o desempenho físico. Muitas pessoas acreditam que a dor faz parte do treinamento, mas ela é um sinal de que algo não está funcionando adequadamente", explica o médico.

Sintomas da tendinite

Os sintomas variam de acordo com a região afetada, mas normalmente incluem dor durante ou após a atividade física, sensibilidade ao toque e desconforto que pode se tornar progressivamente mais intenso.

"O atleta deve ficar atento quando a dor começa a interferir nos treinos ou permanece mesmo após períodos de descanso. Quando o quadro se prolonga por semanas, retorna com frequência ou passa a limitar movimentos simples do dia a dia, é importante procurar avaliação médica.

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Em alguns casos, aquilo que parece apenas uma tendinite pode estar associado a lesões mais importantes, como rupturas parciais dos tendões, processos degenerativos avançados ou alterações biomecânicas que precisam ser corrigidas", afirma o especialista.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a evolução do problema e permitir um retorno seguro às atividades físicas. Além da avaliação clínica, exames de imagem podem ser necessários para identificar a extensão da lesão.

"O tratamento depende da causa e da gravidade do quadro. Muitas vezes é necessário reduzir temporariamente a carga de treinamento, realizar fisioterapia e fortalecer grupos musculares específicos. O mais importante é entender que insistir na prática esportiva sentindo dor pode agravar a lesão e prolongar significativamente o tempo de recuperação.

Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as chances de recuperação completa e de retorno ao esporte sem limitações", destaca o médico.

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A prevenção continua sendo a principal aliada dos atletas. Aquecimento adequado, fortalecimento muscular, orientação profissional e respeito aos períodos de descanso ajudam a reduzir o risco de lesões e garantem maior segurança durante a prática esportiva.

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