A cidade de São Paulo abriga um contingente de centenários maior do que a população inteira de 71 municípios brasileiros. Os dados oficiais do Censo 2022, realizado pelo IBGE, revelam que vivem mais de 1.600 pessoas com mais de um século na capital paulista. Na contagem exata do instituto, a metrópole registra "337 homens e 1.424 mulheres com mais de um século de idade".
Testemunhas da história: de 1932 ao novo milênio
Esses moradores históricos presenciaram transformações profundas, como a Revolução de 1932 e a inauguração do Parque Ibirapuera em 1954. Enquanto a longevidade impressiona, o número de crianças na capital é menor do que a média nacional. São Paulo possui 325 mil bebês de até 4 anos, representando 5,2% dos moradores, contra 6,6% da média do Brasil.
Menos bebês e mais adultos: a nova cara de São Paulo
Atualmente, o maior grupo da população paulistana está na faixa dos 35 aos 44 anos. Esse grupo soma 1,9 milhão de pessoas e equivale a 16% do total de habitantes. O perfil demográfico da cidade também se destaca pela diversidade e densidade. O município conta com 739 quilombolas e quase 20 mil indígenas, com grande concentração no Pico do Jaraguá e na zona sul.
A capital apresenta uma proporção de pessoas brancas superior à média do país, atingindo 54% da população local. Além disso, a ocupação do território é intensiva, com 7.000 moradores por quilômetro quadrado. Esse índice de concentração humana é centenas de vezes maior do que a média nacional registrada pelo IBGE.