Perder alguns fios de cabelo diariamente faz parte do ciclo natural de renovação dos fios. No entanto, quando a queda se torna intensa, persistente ou provoca falhas visíveis no couro cabeludo, é importante investigar a causa. A alopecia, condição que provoca a perda parcial ou total dos cabelos e pelos, pode afetar homens e mulheres em diferentes fases da vida.
Segundo informações divulgadas pela Pfizer, a alopecia ocorre quando há uma interrupção no ciclo normal de crescimento dos fios ou quando os folículos capilares sofrem algum tipo de dano, dificultando ou impedindo o nascimento de novos cabelos.
O que é alopecia?
A alopecia é um distúrbio que provoca a queda dos cabelos ou de pelos em diferentes regiões do corpo. Embora o couro cabeludo seja a área mais frequentemente afetada, a condição também pode atingir sobrancelhas, cílios, barba e outras partes do organismo. Em condições normais, cada fio passa por um ciclo de crescimento, repouso e queda. Esse processo permite a renovação constante dos cabelos. Entretanto, quando esse ciclo sofre alterações, a perda pode acontecer de forma mais rápida do que o crescimento de novos fios.
O que pode causar a alopecia?
As causas variam de acordo com o tipo de alopecia. Em muitos casos, mais de um fator pode contribuir para o problema. Entre os principais estão:
- predisposição genética;
- alterações hormonais;
- estresse físico ou emocional;
- deficiência de vitaminas e minerais;
- doenças da tireoide;
- uso de alguns medicamentos;
- processos infecciosos;
- excesso de procedimentos químicos nos cabelos;
- penteados muito apertados que provocam tração nos fios.
Por isso, identificar a origem da queda é essencial para definir o tratamento mais adequado.
Conheça os principais tipos de alopecia
Existem diferentes formas da doença, cada uma com características específicas.
Alopecia androgenética
É a forma mais comum de calvície e possui forte influência genética. Nos homens, costuma provocar entradas mais evidentes e rarefação no topo da cabeça. Nas mulheres, geralmente causa afinamento dos fios na região central do couro cabeludo.
Alopecia areata
Trata-se de uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar os próprios folículos capilares. Como resultado, surgem falhas arredondadas no couro cabeludo, na barba, nas sobrancelhas ou em outras áreas com pelos.
Alopecia por tração
Esse tipo acontece devido à tensão constante exercida sobre os fios por penteados muito apertados, como rabos de cavalo, tranças ou coques. Quando o hábito persiste por muito tempo, os folículos podem sofrer danos permanentes.
Eflúvio telógeno
Caracteriza-se por uma queda intensa e difusa dos cabelos, geralmente desencadeada por situações como cirurgias, parto, febre alta, alterações hormonais, deficiência nutricicional ou períodos prolongados de estresse. Em muitos casos, os fios voltam a crescer após a resolução do fator desencadeante.
Alopecia cicatricial
Mais rara, essa forma provoca inflamação que destrói os folículos capilares e dá lugar a tecido cicatricial. Como consequência, o crescimento dos fios pode deixar de acontecer naquela região.
Alopecia frontal fibrosante
Afeta principalmente mulheres após a menopausa e costuma provocar o recuo progressivo da linha frontal do cabelo. Além disso, também pode causar perda das sobrancelhas e alterações na pele do rosto.
A alopecia tem tratamento?
Sim. O tratamento depende do tipo de alopecia e da causa identificada pelo especialista. Após a avaliação clínica, o dermatologista ou tricologista pode indicar medicamentos, suplementação nutricicional quando houver deficiência de vitaminas, antibióticos em casos específicos ou outras terapias voltadas para controlar a queda e estimular o crescimento dos fios. Além disso, nos quadros em que a perda capilar é definitiva, procedimentos como o transplante capilar também podem ser considerados.
É possível prevenir a queda de cabelo?
Nem sempre. Quando a alopecia possui origem genética, não há uma forma comprovada de impedir seu aparecimento. Ainda assim, alguns hábitos ajudam a preservar a saúde dos fios. Além disso, manter uma alimentação equilibrada, rica em proteínas, vitaminas e minerais, evitar procedimentos químicos agressivos sem orientação profissional e reduzir penteados que puxam excessivamente os cabelos são medidas que podem contribuir para diminuir danos ao couro cabeludo. Além disso, qualquer aumento importante na queda de cabelo deve ser avaliado por um dermatologista. O diagnóstico precoce aumenta as chances de controlar a evolução do problema e iniciar o tratamento mais adequado.