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Gabriel Chalita emociona ao falar sobre São Charbel: 'Desejava ser totalmente de Deus'

Celebrado em 24 de julho, São Charbel é lembrado pela vida de oração, simplicidade e entrega a Deus; devoto explica por que sua história continua inspirando fiéis

24 jul 2026 - 09h04
(atualizado às 09h07)

Nesta quinta-feira (24), a Igreja Católica celebra o Dia de São Charbel, um dos santos mais populares entre os fiéis do Oriente Médio e também muito venerado no Brasil. Para o escritor e filósofo Gabriel Chalita, a história do religioso é marcada por um desejo que surgiu ainda na infância e guiou toda a sua vida: dedicar-se completamente a Deus.

Celebrado em 24 de julho, São Charbel inspira fiéis pela dedicação à oração, à simplicidade e à fé vivida ao longo de toda a vida
Celebrado em 24 de julho, São Charbel inspira fiéis pela dedicação à oração, à simplicidade e à fé vivida ao longo de toda a vida
Foto: 70000/Getty Images / Bons Fluidos

"A vida dele é simples, mas muito dedicada a Deus. Aos 23 anos, o santo entra para o mosteiro, se dedica à oração e a uma vida de simplicidade", explicou o especialista e devoto do santo em seu perfil do Instagram.

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A história de São Charbel

Nascido em 1828 com o nome de Youssef Antoun Makhlouf, São Charbel enfrentou perdas desde muito cedo. O pai morreu quando ele ainda era criança. Pouco depois, então, sua mãe se casou novamente com um sacerdote da tradição oriental. De acordo com Gabriel Chalita, esse ambiente fortaleceu a fé do futuro santo.

O filósofo explica que, ainda menino, Charbel cresceu ouvindo relatos bíblicos e conversas sobre espiritualidade entre familiares. Aos poucos, esse convívio despertou nele uma vocação profunda. Segundo Chalita, foi justamente desse período que nasceu "um desejo imenso de ser totalmente de Deus".

Aos 23 anos, ele ingressou na Ordem Maronita Libanesa e adotou o nome Charbel. A partir daí, escolheu uma rotina marcada pela oração, pelo silêncio e pela simplicidade. Anos depois, retirou-se para uma ermida próxima ao mosteiro de Annaya, no Líbano, onde passou a viver praticamente isolado, alternando momentos de trabalho, longos jejuns e intensa contemplação.

Sua dedicação permaneceu até os últimos dias de vida. Em 1898, durante a celebração da Missa de Natal, passou mal e morreu após alguns dias de agonia. Com o passar dos anos, relatos de curas atribuídas à sua intercessão fizeram sua fama ultrapassar as fronteiras do Líbano. Posteriormente, a Igreja Católica reconheceu os milagres e o canonizou.

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A simplicidade como inspiração

Para Gabriel Chalita, mais do que os milagres, o maior ensinamento deixado por São Charbel está na forma como escolheu viver. Em sua avaliação, a simplicidade foi a característica que mais aproximou o santo de Deus e, portanto, continua sendo uma inspiração para quem busca fortalecer a espiritualidade.

"A simplicidade é um dos valores que mais nos eleva, que mais nos ajuda a experimentar o amor e a bondade de Deus", destacou o filósofo. Segundo ele, esse é o principal exemplo que pode ser levado para a vida cotidiana.

O que significa venerar um santo?

Além de recordar a trajetória de São Charbel, Gabriel Chalita também fez uma reflexão sobre a relação dos católicos com os santos. Segundo ele, existe uma diferença importante entre adoração e veneração, conceitos que muitas vezes geram confusão entre os fiéis.

Conforme explicou, os cristãos não adoram os santos, pois a adoração é dirigida somente a Deus. Já a veneração representa um gesto de respeito e admiração pela vida dessas pessoas, vistas como exemplos de fé. "A gente não adora os santos, a gente admira e venera. Então, olhamos para a sua vida e para a sua fé, pedindo que ele seja um intercessor junto a Deus. Assim, tentamos imitar alguma coisa da sua santidade", afirmou.

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