Vini Jr.: qual é a diferença entre harmonização e naturalização facial? Médico explica

21 jul 2026 - 20h01
Vini Jr, com o médico Alessandro Alarcão
Vini Jr, com o médico Alessandro Alarcão
Foto: Reprodução/Instagram

Vini Jr., 26 anos, apareceu com o rosto diferente desde segunda-feira, 20, após realizar uma naturalização facial com o médico dermatologista Alessandro Arlacão, que tem Virginia entre suas pacientes. O novo visual do jogador viralizou e gerou dúvidas sobre o procedimento.

Existe diferença entre harmonização facial e naturalização?

"A harmonização facial não é um procedimento específico, mas um conjunto de técnicas que podem incluir preenchedores, toxina botulínica, bioestimuladores e tecnologias para equilibrar proporções da face. O termo "naturalização facial" surgiu mais recentemente como uma forma de enfatizar uma filosofia de tratamento, e não uma técnica diferente", explica Dr. Lucas Miranda, médico membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Segundo o especialista, a principal mudança está no planejamento. "Enquanto, no passado, muitos tratamentos tinham como foco aumentar volumes ou modificar contornos de forma mais evidente, hoje a tendência é atuar na causa do envelhecimento, respeitando a anatomia individual e preservando a identidade facial", diz.

Em vez de transformar o rosto do paciente, o profissional procura restaurar aquilo que foi perdido ao longo do tempo ou realçar discretamente características naturais.

"Na prática, é uma evolução da própria harmonização, baseada no conceito de menos volume, mais qualidade da pele e maior individualização", completa.

Considerando o que foi informado pelo médico responsável pelo procedimento em Vini Jr., a proposta parece ter sido a de melhorar a estrutura facial sem promover mudanças marcantes na aparência.

"Esse tipo de abordagem normalmente associa procedimentos injetáveis para reposicionamento de volumes, estímulo de colágeno e tecnologias que melhoram a qualidade da pele. O objetivo não é criar um novo rosto, mas corrigir pequenas perdas estruturais, aumentar a definição de algumas regiões e proporcionar um aspecto mais descansado e saudável", explica Dr. Lucas.

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Esse tipo de procedimento é uma tendência que vem ganhando espaço justamente porque busca resultados sutis, em que as pessoas percebem que o paciente está melhor, mas não conseguem identificar exatamente o motivo.

O procedimento é doloroso?

Segundo o dermatologista, os procedimentos injetáveis costumam ser realizados com anestésicos tópicos e muitos preenchedores já contêm lidocaína na própria formulação, o que reduz bastante o desconforto.

"As tecnologias utilizadas para estímulo de colágeno ou retração da pele também possuem mecanismos para aumentar o conforto durante a aplicação. A dor costuma ser leve e transitória, variando conforme a região tratada e a sensibilidade de cada paciente", diz.

O médico ainda conta que após o procedimento, pode haver discreto edema, vermelhidão ou pequenos hematomas, que geralmente desaparecem em poucos dias.

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