Usa aparelho? Veja 5 cuidados antes de comer morango cravejado

Textura e consistência do doce exigem atenção durante o consumo, além de cuidados com a higiene bucal após a sobremesa

8 set 2026 - 16h31
Resumo
O morango cravejado é a nova tendência culinária, mas exige cautela de quem usa aparelho ortodôntico. Segundo a dentista Cláudia Consalter, não é preciso deixar de comer a sobremesa, basta adotar cuidados como cortá-la em pedaços pequenos, mastigar devagar para não forçar os bráquetes e não puxar o doce caso ele grude. Além disso, a especialista ressalta a importância de reforçar a higiene bucal após o consumo e procurar o consultório, sem improvisos caseiros, caso a estrutura seja danificada.

Se no ano passado o morango do amor dominou as redes sociais, agora o doce ganhou um novo concorrente — ou quase um primo. O morango cravejado chegou com uma combinação diferente de texturas e já vem conquistando quem gosta de experimentar as tendências do momento. Para quem usa aparelho ortodôntico, a boa notícia é que não é preciso ficar de fora da trend. No entanto, alguns cuidados são importantes para saborear o doce sem colocar os bráquetes à prova.

Cuidados na mordida e na mastigação ajudam a aproveitar o doce sem prejudicar o tratamento
Cuidados na mordida e na mastigação ajudam a aproveitar o doce sem prejudicar o tratamento
Foto: Roman Samborskyi | Shutterstock / Portal EdiCase

"Quem está em tratamento ortodôntico pode experimentar essas novidades, mas alguns cuidados ajudam a evitar perrengues, principalmente quando o alimento mistura partes mais macias com outras mais duras ou crocantes", explica Cláudia Consalter, cirurgiã-dentista e sócia-fundadora da rede OrthoDontic.

Publicidade

Do morango do amor ao morango cravejado, a casquinha mudou. Os cuidados com o aparelho, nem tanto. A especialista traz 5 cuidados para aproveitar a nova febre sem transformar a sobremesa em uma visita extra ao dentista. Confira!

1. A primeira mordida não precisa ser um teste de coragem

O morango inteiro pode até render uma boa foto, mas, para quem usa aparelho, cortar o doce em pedaços menores antes de comer é uma escolha mais segura. Isso reduz a força da mordida sobre os dentes da frente e, principalmente, sobre os bráquetes.

2. Pequeno também pode ser crocante

O "cravejado" é justamente parte do charme do doce, mas os pedacinhos mais rígidos merecem atenção. O tamanho reduzido não significa que eles não possam pressionar o aparelho. Vale mastigar devagar e evitar aquela mordida com força para quebrar uma parte mais resistente.

3. Grudou? Nada de cabo de guerra

Se parte da cobertura ficar presa entre os dentes ou no aparelho, não tente puxar o doce usando a própria mordida. Esse movimento pode fazer pressão sobre fios e bráquetes. Melhor parar, cortar um pedaço menor e continuar sem disputar força com a sobremesa.

Publicidade
A higiene bucal correta evita que restos de cobertura e partes crocantes permaneçam presos no aparelho
Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase

4. O doce acaba, mas alguns pedacinhos podem querer ficar

Coberturas, recheios e partes crocantes podem se acumular ao redor dos bráquetes e entre os dentes. Depois de experimentar, é importante caprichar na higiene bucal e seguir as orientações do dentista para limpar corretamente os dentes e o aparelho.

5. O bráquete perdeu a batalha? Nada de conserto caseiro

Se depois do doce algum bráquete parecer solto, o fio mudar de posição ou surgir um incômodo diferente, vale procurar orientação profissional. Tentar cortar, colar ou ajustar o aparelho em casa pode aumentar o problema.

O jeito de comer faz diferença

Para Cláudia Consalter, acompanhar uma trend gastronômica não precisa ser incompatível com o tratamento ortodôntico. O segredo está muito mais na maneira de comer do que em simplesmente colocar o alimento na lista dos proibidos.

"Não é preciso transformar cada novidade em uma proibição. Muitas vezes, cortar o alimento, mastigar com mais cuidado e fazer uma boa higiene depois já muda completamente a experiência. Dá para provar o doce da vez sem colocar o tratamento à prova", finaliza Cláudia Consalter.

Publicidade

Por Liliane Luchin

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se