Que duas pessoas sigam a mesma dieta e obtenham resultados completamente diferentes é algo que muitos de nós já vivenciamos, ou ao menos presenciamos. Embora seja comum atribuir essas diferenças ao metabolismo ou à genética, a explicação pode estar em um lugar bem mais específico: o intestino. Mais precisamente, nos bilhões de microrganismos que vivem ali.
Um novo estudo da Universidade Estadual do Arizona, publicado na revista científica The ISME Journal, descobriu que um componente pouco conhecido da microbiota intestinal — microrganismos produtores de metano, chamados metanógenos — pode ser a chave para entender por que as mesmas calorias não afetam todas as pessoas da mesma forma.
O metano intestinal: o indicador que não esperávamos
Blake Dirks, pesquisador do Centro de Biodesign para a Saúde por meio dos Microbiomas da Universidade Estadual do Arizona e autor principal do estudo, explica de forma direta: "Essa diferença tem implicações importantes para intervenções dietéticas. Ela mostra que pessoas que seguem a mesma dieta podem responder de maneiras distintas. Parte disso se deve à composição do microbioma intestinal".
O estudo analisou 17 participantes que seguiram duas dietas bastante diferentes por várias semanas. Uma delas era rica em alimentos ultraprocessados e pobre em fibras, típica da dieta ocidental.
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