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Bertrand Russell, filósofo: "De todas as formas de cautela, a cautela no amor é talvez a mais fatal para a verdadeira felicidade"

Reflexão mostra como o medo pode limitar vínculos, experiências e o próprio desenvolvimento emocional

14 mai 2026 - 16h30
(atualizado em 16/5/2026 às 10h00)
Dmytro Sheremeta/Shutterstock
Dmytro Sheremeta/Shutterstock
Foto: Minha Vida

Bertrand Russell, britânico nascido em 1872, foi filósofo, matemático, ativista e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. Viveu 97 anos e se tornou uma das figuras intelectuais mais influentes do século XX. Defensor do pacifismo e da liberdade de pensamento, o humanista convidava à reflexão com frases como: "temer o amor é temer a vida, e aqueles que temem a vida já estão três vezes mortos", presente em seu livro A conquista da felicidade.

Na obra, Russell afirma que o afeto, o interesse genuíno pelos outros e a abertura emocional são elementos essenciais para uma vida plena. Após mais de 80 anos de pesquisas conduzidas pela Universidade de Harvard sobre felicidade, especialistas da instituição chegaram a uma conclusão semelhante: se há algo que realmente nos faz felizes na vida, são as relações humanas.

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 Para o filósofo, o amor não é apenas mais um sentimento. É um motor vital e o oposto do medo. Ele chegou a afirmar que "a boa vida é uma vida inspirada pelo amor e guiada pelo conhecimento".

O amor como fonte de felicidade

Do ponto de vista filosófico, a frase "temer o amor é temer a vida, e aqueles que temem a vida já estão três vezes mortos" parece simples, mas, como uma cebola, possui diferentes camadas de interpretação. A mais superficial também é a mais evidente: para Russell, amar significa se tornar vulnerável.

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