Cardiomiopatia hipertrófica: sintomas, riscos e relação com exercícios

Condição genética foi atestada como causa da morte do fisiculturista Gabriel Ganley

25 mai 2026 - 20h15

A cardiomiopatia hipertrófica voltou aos assuntos mais pesquisados nos últimos dias após ser apontada como a causa da morte do fisiculturista Gabriel Ganley, em São Paulo. A condição provoca o espessamento anormal do músculo do coração e pode aumentar o risco de arritmias graves, especialmente durante situações de esforço intenso.

Cardiomiopatia hipertrófica provoca espessamento do músculo cardíaco e pode aumentar riscos durante exercícios intensos
Cardiomiopatia hipertrófica provoca espessamento do músculo cardíaco e pode aumentar riscos durante exercícios intensos
Foto: reprodução/Instagram / Sport Life

Em muitos casos, o quadro permanece silencioso por anos. No entanto, exercícios de alta intensidade podem funcionar como gatilho para sintomas e complicações cardiovasculares em pessoas que já possuem a alteração cardíaca.

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O que é cardiomiopatia hipertrófica?

A cardiomiopatia hipertrófica acontece quando parte do músculo cardíaco cresce além do normal. Esse espessamento reduz o espaço interno do coração e dificulta o bombeamento do sangue.

Além disso, a alteração também pode comprometer os impulsos elétricos cardíacos, favorecendo arritmias potencialmente graves.

A condição pode ter origem genética, sendo herdada entre familiares, mas também pode se desenvolver ou ser agravada ao longo da vida devido ao aumento constante da sobrecarga cardíaca.

Exercícios podem aumentar os riscos?

A prática de atividade física não causa cardiomiopatia hipertrófica. Porém, em pessoas que já possuem a condição, exercícios intensos podem aumentar o risco de complicações.

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Durante treinos de alta intensidade, o coração acelera para atender à demanda do organismo. Em pacientes com a alteração cardíaca, esse esforço pode favorecer arritmias perigosas e episódios de morte súbita.

Por isso, sintomas durante exercícios nunca devem ser ignorados.

Veja também: "Por que a insulina é usada por fisiculturistas? Veja os riscos da prática".

Quais são os sintomas mais comuns?

Muitas pessoas convivem com a cardiomiopatia hipertrófica sem perceber sinais claros no início. Quando aparecem, os sintomas mais comuns incluem:

  • falta de ar;
  • dor no peito;
  • palpitações;
  • tontura;
  • desmaios;
  • fadiga excessiva durante exercícios.

Em alguns casos, o primeiro sinal pode surgir justamente durante uma atividade física intensa.

Existe relação com anabolizantes?

O uso de esteroides anabolizantes aparece entre os fatores associados ao aumento da sobrecarga cardíaca. Essas substâncias podem elevar a pressão arterial e aumentar o esforço do coração.

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Com isso, pessoas que já possuem predisposição para alterações cardíacas podem enfrentar um risco maior de agravamento do quadro.

Além dos anabolizantes, fatores como hipertensão, excesso de treino e predisposição genética também merecem atenção.

Como descobrir a condição?

O diagnóstico costuma ser feito por exames cardíacos, como:

  • eletrocardiograma.
  • ecocardiograma.
  • ressonância magnética cardíaca.

Pessoas com histórico familiar de morte súbita, arritmias ou problemas cardíacos devem realizar acompanhamento médico regular, especialmente antes de iniciar treinos intensos.

Dá para continuar treinando?

O tratamento depende do grau da alteração cardíaca e dos sintomas apresentados. Algumas pessoas conseguem manter atividades leves e moderadas, enquanto outras precisam evitar exercícios de alta intensidade.

A recomendação varia conforme os exames e o risco individual de arritmias.

Por isso, sinais como falta de ar fora do comum, desmaios, palpitações ou dor no peito durante os treinos devem ser investigados o quanto antes.

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