Em dias de calor, é comum que pessoas em home office deixem o ar-condicionado ligado o dia todo. Já quem trabalha fora de casa sente a mudança brusca de temperatura ao entrar em escritórios comerciais. Muitos, inclusive, recorrem a blusas de frio, mesmo quando a sensação térmica ao ar livre ultrapassa os 25 °C. É fato que esses aparelhos ajudam a refrescar e a aliviar o desconforto causado pelo calor, mas, segundo especialistas, a exposição excessiva também pode impactar a saúde.
Perigos do ar-condicionado
O uso recorrente do aparelho, conforme apontam profissionais da saúde, é prejudicial principalmente para pessoas com doenças pulmonares, como asma e bronquite. Isso porque pode desencadear inflamação da mucosa das vias aéreas e provocar crises mais graves. Além disso, indivíduos que sofrem de rinite ou sinusite também costumam relatar sintomas mesmo após curtos períodos de exposição ao ar-condicionado.
O dispositivo, contudo, ainda afeta pessoas com a saúde em dia, ao favorecer o desenvolvimento da chamada síndrome do edifício doente. A condição, descrita pela Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA, não é causada somente pelo contato contínuo com o aparelho, mas também pela presença de microrganismos, poeira e produtos químicos, que comprometem a qualidade do ar. Outro fator é o frio excessivo, responsável por alterar a umidade do ambiente.
Assim, como consequência, surgem sintomas como irritação nos olhos, tontura, dor de cabeça crônica, tosse e congestão nasal. Segundo especialistas, esses efeitos à saúde ainda contribuem para o aumento da fadiga, pois o organismo precisa se esforçar para se proteger, o que acaba resultando na redução do desempenho e no enfraquecimento do sistema imunológico. No entanto, um ponto positivo é que os impactos costumam desaparecer quando os indivíduos deixam ambientes com ar-condicionado. Para evitá-los por completo, a recomendação é manter a manutenção e a higienização dos aparelhos em dia, a fim de prevenir a má qualidade do ar.