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Confira alimentos que vão ajudar a reduzir a gordura no fígado

Estudo indica que o amido resistente, presente em diversos alimentos, pode ajudar a reduzir a gordura no fígado e melhorar a saúde intestinal

13 jan 2026 - 16h09

A esteatose hepática (hoje muitas vezes chamada de MASLD, antes NAFLD) é o acúmulo de gordura nas células do fígado associado a fatores metabólicos, como resistência à insulina, ganho de peso abdominal e sedentarismo. O problema é que, na maioria das vezes, ela avança em silêncio - e, quando progride, pode abrir caminho para inflamação e fibrose.

Amido resistente no dia a dia pode reduzir a gordura no fígado e favorecer a microbiota; confira alimentos que protegem a região
Amido resistente no dia a dia pode reduzir a gordura no fígado e favorecer a microbiota; confira alimentos que protegem a região
Foto: Reprodução: Canva/sasirin pamai's Images / Bons Fluidos

O estudo que colocou o amido resistente no radar

Pesquisadores acompanharam cerca de 200 pessoas por 4 meses, comparando a dieta habitual com uma estratégia que incluía porções diárias de amido resistente - um tipo de carboidrato que chega quase "inteiro" ao intestino e serve de alimento para bactérias benéficas. Resultado: o grupo que consumiu amido resistente teve queda maior no conteúdo de gordura no fígado e alterações positivas na microbiota intestinal e em marcadores metabólicos.

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Por que o amido resistente pode ajudar

O amido resistente funciona como um "prebiótico" natural: ele alimenta microrganismos que produzem compostos associados a menor inflamação e melhor sensibilidade à insulina - dois pontos-chave quando o objetivo é reduzir o acúmulo de gordura hepática.

Onde ele aparece no prato (sem complicação)

Você encontra amido resistente em alimentos do dia a dia, como:

  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico);
  • Banana verde (biomassa/farinha);
  • Batata e arroz (especialmente quando cozidos e depois resfriados, como em preparos para a semana).

A ideia não é "viver disso", e sim somar pequenas porções com constância, dentro de uma alimentação equilibrada.

O combo que mais protege o fígado na rotina

Além do amido resistente, um padrão alimentar mais protetor costuma priorizar:

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  • Vegetais (incluindo crucíferos como brócolis e couve-flor); 
  • Frutas (especialmente as ricas em antioxidantes);
  • Gorduras boas (como azeite e fontes de ômega-3);
  • E menos ultraprocessados, açúcar em excesso e álcool, que sobrecarregam o metabolismo.

Menopausa e fígado: atenção extra

Uma revisão em Endocrine Reviews destacou que a queda do estrogênio na menopausa se relaciona a maior risco e piora de quadros de gordura no fígado em mulheres, reforçando a importância de olhar para alimentação, composição corporal e hábitos de forma ainda mais estratégica nessa fase.

No fim das contas, cuidar do fígado passa menos por soluções radicais e mais por escolhas possíveis, repetidas dia após dia. Ajustar o prato, dar espaço a alimentos que nutrem o intestino, reduzir excessos e movimentar o corpo são gestos simples que, juntos, têm impacto real na saúde metabólica. O fígado responde à constância - e quando recebe esse cuidado contínuo, devolve mais energia, equilíbrio e proteção para todo o organismo.

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