Em contagem regressiva para a COP 30, a Vivo reuniu nesta terça-feira (26), referências nacionais e internacionais em um evento inédito, o Encontro Futuro Vivo, para um diálogo corajoso, didático e propositivo sobre os desafios ambientais e sociais que moldam o futuro do planeta.
O evento reuniu vozes reconhecidas, como o médico e autor húngaro-canadense Gabor Maté, o líder indígena Ailton Krenak, o escritor e ambientalista Kaká Werá, o neurocientista Sidarta Ribeiro, o pesquisador e meteorologista brasileiro Carlos Nobre, o cientista climático sueco Johan Rockström, a pesquisadora em tecnologia responsável Nina da Hora e atriz e cronista Denise Fraga, além de lideranças indígenas como Sinéia do Vale e Txai Suruí . O Encontro teve transmissão ao vivo pelo Portal Terra, onde permanecerá disponível na íntegra para ser assistido online.
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Christian Gebara, CEO da Vivo, abre a rodada de diálogos do Encontro Futuro Vivo
Foto: Lu Aith/Terra
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Encontro Futuro Vivo reúne referências para debater clima, ancestralidade e sustentabilidade
Foto: Lu Aith/Terra
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Encontro Futuro Vivo reúne referências para debater clima, ancestralidade e sustentabilidade
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Encontro Futuro Vivo reúne referências para debater clima, ancestralidade e sustentabilidade
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Encontro Futuro Vivo reúne referências para debater clima, ancestralidade e sustentabilidade
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Encontro Futuro Vivo reúne referências para debater clima, ancestralidade e sustentabilidade
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Grupo indígena Yawanawá, do Acre, se apresenta na abertura do Encontro Futuro Vivo
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Encontro Futuro Vivo é realizado nesta terça-feira, 26, em São Paulo
Foto: Lu Aith/Terra
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Grupo indígena Yawanawá, do Acre, se apresenta na abertura do Encontro Futuro Vivo
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Grupo indígena Yawanawá, do Acre, se apresenta na abertura do Encontro Futuro Vivo
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Grupo indígena Yawanawá, do Acre, se apresenta na abertura do Encontro Futuro Vivo
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Grupo indígena Yawanawá, do Acre, se apresenta na abertura do Encontro Futuro Vivo
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Grupo indígena Yawanawá, do Acre, se apresenta na abertura do Encontro Futuro Vivo
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Grupo indígena Yawanawá, do Acre, se apresenta na abertura do Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, abre a rodada de diálogos do Encontro Futuro Vivo
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Grupo indígena Yawanawá, do Acre, se apresenta na abertura do Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, abre a rodada de diálogos do Encontro Futuro Vivo
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Christian Gebara, CEO da Vivo, abre a rodada de diálogos do Encontro Futuro Vivo
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Grupo indígena Yawanawá, do Acre, se apresenta na abertura do Encontro Futuro Vivo
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Encontro Futuro Vivo é realizado nesta terça-feira, 26, em São Paulo
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Grupo indígena Yawanawá, do Acre, se apresenta na abertura do Encontro Futuro Vivo
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Cientista sueco Johan Rockström participa do painel 'Contexto Planetário'
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Cientista sueco Johan Rockström participa do painel 'Contexto Planetário'
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Veja imagens do Encontro Futuro Vivo
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Logo na abertura do encontro, o CEO da Vivo, Christian Gebara, anunciou o projeto de regeneração da Floresta Amazônica, iniciativa que ganhou o nome de Projeto Floresta Futuro Vivo, um compromisso da empresa em regenerar uma área de cerca de 900 hectares de mata:
"Estamos lançando o projeto neste evento. O Projeto Floresta Futuro Vivo contempla uma área que vai do oeste do Maranhão ao leste do Pará, muito desmatada entre 2000 e 2010 e, durante 30 anos, vamos cuidar desse projeto"
Gebara salientou que o compromisso da empresa com a natureza vem sendo construído ao longo dos anos de forma sólida. Atualmente, a Vivo possui o maior programa de reciclagem e logística reversa do país, o Vivo Recicle, que já coletou mais de 187 toneladas de resíduos eletrônicos desde que foi implementado, em 2006. O executivo também contou ao público que a Vivo acaba de ser reconhecida como a empresa nº1 do Brasil em ESG, pela Exame.
Além disso, desde o Acordo de Paris, em 2015, a Vivo já reduziu em 90% suas emissões próprias de gases de efeito estufa, utilizando energia elétrica 100% renovável e com maior eficiência operacional. As emissões que ainda não pode evitar são compensadas com o investimento em projetos de proteção e regeneração da Floresta Amazônica. Seu maior objetivo é alcançar o net zero até 2035, cinco anos antes do previsto.
Contexto Planetário
Foto: Maick Freitas/Terra
Abrindo os debates, o público pode acompanhar uma conversa lúcida e urgente com dois cientistas climáticos, o sueco Johan Rockström, e brasileiro e doutor pelo MIT, Carlos Nobre.
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“Temos que tratar o planeta como um paciente doente. Seis dos nove limites climáticos já passaram do ponto da zona de segurança", explicou Johan Rockström, referindo-se a indicadores de poluição, clima, biosfera, uso do solo, da água doce e dos recursos do solo.
Embora o panorama traga dados sensíveis, os especialistas não perdem o otimismo: “O mundo vai ouvir de novo a ciência durante a COP 30, e estou otimista de que finalmente vamos encontrar soluções que sejam eficientes e rápidas", ponderou Carlos Nobre.
“Esse é um momento muito estimulante, porque além das urgências e riscos, há muitas evidências de que a jornada sustentável é o caminho para vencermos, e essa é uma nova narrativa que está amadurecendo, é um momento muito único para agir", completou Johan Rockström.
O cientista Carlos Nobre ainda falou sobre sua expectativa em relação às novas gerações e, especialmente, as lideranças femininas, veja:
Ancestralidade
Não há como evoluir o debate sem pensar que o futuro é ancestral e, por isso, lideranças indígenas trouxeram reflexões profundas sobre a conexão com a Terra.
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Sinéia do Vale, líder indígena da etnia wapichana, articuladora de pautas climáticas pelos povos originários e uma das enviadas especiais da COP 30, refletiu a respeito: “Essas altas temperaturas afetam primeiramente os povos indígenas, porque lá na árvore não tem o botão para a gente desligar o ar-condicionado, então mata animais, mata árvores, e a gente precisa saber como podemos ter uma resposta rápida para tudo o que estamos vivendo".
Txai Suruí, líder indígena e, agora, representante brasileira do Grupo Consultivo de Jovens sobre Mudança Climática da Organização das Nações Unidas (ONU), também fez parte do painel e indagou ao público sobre a urgência de uma ação consciente diante da crise climática: “Isso não é uma luta só dos povos indígenas. Se dependesse só da gente, já estaria resolvido. Então, o que está faltando?".
“Nós estamos aqui para dizer que somos hoje. O amanhã é a plantinha que nós plantamos e os sonhos que nós sonhamos. Quem está vivo tem esperança", refletiu Naywëni Yawanawá, primeira liderança feminina do povo yawanawá e guardiã do Nipei, a sabedoria das plantas sagradas.
Conexão Humana
Foto: Lu Aith/Terra
No aspecto social, entre outras práticas, a Vivo tem reforçado seu compromisso com o uso equilibrado da tecnologia ao lançar campanhas que convidam as pessoas a repensarem sua relação com o celular e o tempo gasto nas telas.
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Durante uma conversa inspiradora, a Vice-Presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Vivo, Marina Daineze, e a atriz e cronista Denise Fraga refletiram sobre o poder das relações humanas em tempos de hiperconexão digital. Idealizadora da websérie “A Vida Convida”, em parceria com a Vivo, Denise trouxe provocações profundas sobre como as telas têm afetado nossa capacidade de se conectar genuinamente com o outro. “Falta curiosidade real, curiosidade pelo outro. É preciso atravessar o ridículo — estamos vivendo uma vida letárgica”, destacou a atriz, convidando o público a repensar a qualidade das suas interações.
Paradoxos da Tecnologia
Uma das marcas mais valiosas do Brasil, a Vivo se posiciona de forma corajosa ao incentivar novos limites no uso dos celulares, defendendo uma relação mais saudável com o tempo e a vida conectada, e, por isso, os paradoxos da tecnologia também foram discutidos durante o encontro desta terça-feira.
“As pessoas que estão desenvolvendo [as tecnologias] são homens brancos. Eu não vou colocar aqui pessoas brancas porque não é verdade", pontuou a mestre em Inteligência Artificial e pesquisadora em Tecnologia Responsável, Nina Da Hora. A pesquisadora completou ainda: “São homens brancos, com uma ideia sobre o mundo e sobre a sociedade, então a maioria está no Vale do Silício, e eles têm uma concepção de mundo. Essa concepção de mundo está partindo de cinco, seis pessoas".
“Há um paradoxo: queremos desenvolvimento, mas não podemos entregar nossa alma”, explicou Caio Vieira, advogado especialista na intersecção entre direito e tecnologia, doutor pela Universidade de Oxford e pesquisador de Harvard em justiça algorítmica e regulação de inteligência artificial. Em um painel repleto de insights relevantes, os especialistas reforçaram a importância de privilegiar o interesse dos brasileiros nas tomadas de decisão.
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Saúde Mental e o tempo de telas
O médico húngaro-canadense Gabor Maté, foi mais um dos destaques internacionais do Encontro Futuro Vivo e refletiu sobre o tempo de telas e a mudança na dinâmica dos vínculos sociais e seu impacto na saúde mental. Especialista em trauma e vícios, ele também é o autor do best-seller ‘O Mito do Normal’.
“Um dos maiores problemas do estresse é a perda de controle. E é exatamente isso que pode marcar as novas gerações, que estão crescendo sob a sombra das mudanças climáticas e se sentem de mãos atadas diante dessa realidade. Isso acontece porque elas estão vendo que as autoridades que deveriam tomar atitudes não estão agindo”. Embora sem números específicos sobre a realidade brasileira, Maté traçou um paralelo com o cenário norte-americano e explicou como questões raciais e de gênero também estão diretamente ligadas à saúde mental, confira:
'Racismo, pobreza e gênero têm um impacto gigantesco na fisiologia humana', diz Gabor Maté
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Diálogo
Finalizando este encontro histórico, o neurocientista Sidarta Ribeiro e o líder indígena membro da Academia Brasileira de Letras, Ailton Krenak, entraram no palco em silêncio, propondo uma última reflexão sobre a forma como o ser-humano se relaciona com o planeta e o destrói aos poucos, trazendo uma simbologia profunda e tocante.
Krenak fez uma comparação com as novas tecnologias que permitem impressões 3D: “Não dá para fazer um pedaço de planeta. Temos um planeta e quando alguém diz ‘Não tem planeta B' é engraçadinho, mas parece que não está comovendo ninguém".
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Sidarta Ribeiro complementou explicando que, quanto mais se gasta energia para o desenvolvimento de novas tecnologias para acelerar processos, na verdade, mais acelerado será o fim do planeta. Ele ainda ponderou: “É muito difícil para todos nós, e certamente para quem faz profissionalmente isso que a gente chama de ciência, reconhecer que a ciência é necessária para a solução, mas ela é parte do problema".
Gilberto Gil
Foto: Lu Aith/Terra
De forma ultra especial, Gilberto Gil esteve presente no Futuro Vivo, convidado para um pocket show que marcou o encerramento deste encontro inédito. Ao som de sucessos como Tempo Rei e Maracatu Atômico, o músico contou ao público o porquê da escolha dessas canções: “O desejo de que as coisas sejam sempre melhores".