Venezuela liberta 18 detentos de prisão após incursão militar dos EUA

10 jan 2026 - 17h11

As autoridades venezuelanas libertaram um total de 18 prisioneiros da oposição após a incursão militar ‌dos Estados Unidos no país há uma semana ‌e a prisão do presidente deposto Nicolás Maduro, disseram grupos de direitos humanos neste sábado.

O processo de libertação, uma demanda repetida pela oposição, ‍foi anunciado na quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, embora ele não tenha fornecido detalhes. No mesmo dia, a ‌Espanha informou que a Venezuela ‌havia libertado cinco de seus cidadãos.

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Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a libertação dos presos políticos era um sinal da "busca pela paz" e que ele havia cancelado uma segunda onda planejada de ataques contra o país.

Nem o governo nem o gabinete do procurador-geral da Venezuela confirmaram até o momento um número oficial ou a identidade dos libertados.

A organização não governamental Foro Penal estima que haja 863 presos políticos na Venezuela, incluindo figuras políticas, ativistas de direitos ‌humanos, manifestantes presos após as polêmicas eleições de 2024 e jornalistas.

O número inclui pelo menos 86 estrangeiros, alguns dos quais enfrentam acusações criminais.

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