Após insinuação de Machado sobre Nobel para Trump, Instituto Nobel descarta transferência

Opositora venezuelana sugeriu oferecer a honraria ao presidente dos EUA como gesto de gratidão

10 jan 2026 - 19h26
María Corina Machado, ganhadora do Nobel da Paz, estava escondida desde janeiro na Venezuela
María Corina Machado, ganhadora do Nobel da Paz, estava escondida desde janeiro na Venezuela
Foto: @mariacorinamachado via Instagram / Estadão

Nesta sexta-feira, 9, o Instituto Nobel da Noruega emitiu um comunicado rebatendo a líder da oposição venezuelana María Corina Machado após fala insinuando que daria seu Prêmio Nobel da Paz de 2025 ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o instituto, que atua como secretaria do Comitê Nobel Norueguês, "uma vez que um Prêmio Nobel é anunciado, ele não pode ser revogado, partilhado ou transferido para outras pessoas", ressaltando que a decisão de concessão é final e permanente conforme os estatutos da Fundação Nobel e que não são permitidos recursos. A nota também ressalta que os comitês responsáveis pelos prêmios não comentam as ações ou declarações dos laureados após a entrega da honraria.

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A polêmica teve início na última segunda-feira durante uma entrevista de Machado ao apresentador Sean Hannity, na emissora norte-americana Fox News, em que ela sugeriu que oferecer o Nobel a Trump poderia ser um ato de gratidão do povo venezuelano pela remoção de Nicolás Maduro, que foi capturado pelos Estados Unidos. Quando questionada se havia, em algum momento, oferecido o prêmio ao ex-mandatário norte-americano, ela declarou: "Bem, isso ainda não aconteceu".

Donald Trump, que ao longo dos anos expressou repetidamente seu desejo de ganhar o Prêmio Nobel da Paz, afirmou que ficaria honrado em aceitá-lo caso fosse oferecido por Machado durante uma reunião planejada em Washington na próxima semana.

Machado, ex-membro da Assembleia Nacional da Venezuela, foi impedida de concorrer nas eleições gerais de 2024 por autoridades alinhadas ao governo de Maduro. Em 2025, foi laureada pela sua defesa da democracia e dos direitos humanos em meio à crise política no país.

Fonte: Portal Terra
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