Rússia ataca a Ucrânia com míssil de capacidade nuclear e mata 4; Zelensky cobra reação mundial

Presidente ucraniano pediu ação da comunidade internacional, em especial, dos EUA

9 jan 2026 - 07h21
(atualizado às 07h43)
Resumo
Rússia atacou a Ucrânia com míssil hipersônico, deixando 4 mortos e 24 feridos; presidente Zelensky pediu reação internacional, destacando o papel dos EUA.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy 4 de dezembro de 2025
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy 4 de dezembro de 2025
Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko

Ao menos quatro pessoas morreram e outras 24 ficaram feridas após a Rússia atacar a Ucrânia com o míssil hipersônico Oréshnik na madrugada desta sexta-feira, 9. "Toda a Ucrânia" ficou sob "ameaça de mísseis" informaram militares do país após confirmarem a presença de bombardeiros russos no espaço aéreo.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque foi uma retaliação ao que Moscou alegou ter sido um ataque de drone ucraniano contra a residência do presidente russo Vladimir Putin no mês passado. Tanto a Ucrânia quanto o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitaram a alegação russa de que o ataque à residência de Putin foi o responsável.

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Vários distritos da capital ucraniana, que teve o fornecimento de água e energia interrompido em diversos pontos, foram atingidos no ataque. Ainda em Kiev, um médico foi morto num prédio residencial, que foi atingido pela segunda vez quando ele atendia um chamado no local.

No distrito de Desnyanskyi, um drone caiu no telhado de um prédio de vários andares. Em outro endereço no mesmo distrito, os dois primeiros andares de um prédio residencial foram atingidos.

Na cidade de Lviv, no oeste do país, a Força Aérea da Ucrânia informou que um míssil balístico hipersônico atingiu "instalações de infraestrutura" pouco antes da meia-noite.

O ataque aconteceu poucas horas depois de o presidente ucraniano Volodmir Zelensky ter alertado a população sobre planos da Rússia para uma ofensiva em larga escala.

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Após o ataque, o presidente pediu que a comunidade internacional agisse. "É necessária uma reação clara do mundo. Acima de tudo, dos Estados Unidos, cujos sinais a Rússia realmente leva em consideração", disse nas redes sociais.

"A Rússia precisa receber sinais de que é sua obrigação se concentrar na diplomacia e precisa sentir as consequências cada vez que voltar a se concentrar em assassinatos e na destruição de infraestrutura", acrescentou.

A Rússia testou pela primeira vez o míssil Oreshnik — que em russo significa avelã — contra uma fábrica ucraniana em novembro de 2024. Putin se vangloriou de que as múltiplas ogivas do Oreshnik atingem velocidades de até Mach 10 e não podem ser interceptadas, e que várias delas, usadas em um ataque convencional, poderiam ser tão devastadoras quanto um ataque nuclear. O Oreshnik também pode transportar armas nucleares.

O líder russo alertou o Ocidente de que a Rússia poderia usar o míssil Oreshnik contra aliados de Kiev que permitiram que o país atingisse alvos dentro da Rússia com seus mísseis de longo alcance./AFP

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