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Rússia diz que disparou míssil hipersônico Oreshnik contra Ucrânia

É a segunda ‌vez que a Rússia utiliza o Oreshnik, um míssil de ​médio alcance; o míssil é capaz de transportar ‍ogivas nucleares

9 jan 2026 - 06h03
(atualizado às 07h48)
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Resumo
Rússia afirmou ter usado o míssil hipersônico Oreshnik contra a Ucrânia em retaliação a um suposto ataque de drones a uma residência de Putin, negado por Kiev, atingindo alvos críticos sem confirmação de uso de ogivas nucleares.
Membros das Forças Armadas participam do que o Ministério da Defesa russo afirma ser a implantação do sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik com capacidade nuclear na Bielorrússia, em um local não identificado nesta captura de tela retirada de um vídeo divulgado em 30 de dezembro de 2025.
Membros das Forças Armadas participam do que o Ministério da Defesa russo afirma ser a implantação do sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik com capacidade nuclear na Bielorrússia, em um local não identificado nesta captura de tela retirada de um vídeo divulgado em 30 de dezembro de 2025.
Foto: Ministério da Defesa da Rússia/Divulgação via REUTERS

As forças armadas russas afirmaram ter disparado seu míssil hipersônico Oreshnik contra um alvo na Ucrânia em resposta ao que descreveram como uma tentativa de ataque com drones ucranianos a uma ‌das residências do presidente Vladimir Putin no mês passado, o que Kiev negou.

É a segunda ‌vez que a Rússia utiliza o Oreshnik, um míssil de médio alcance que, segundo o presidente Vladimir Putin, é impossível de interceptar devido à sua velocidade, que supostamente é mais de 10 vezes superior à velocidade do som.

O míssil é capaz de transportar ‍ogivas nucleares, embora não haja indícios de que o utilizado no ataque durante a madrugada estivesse equipado com tal armamento.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que o ataque teve como alvo uma infraestrutura crítica na Ucrânia. Ele disse que ‌a Rússia também usou drones e armas terrestres e marítimas ‌de longo alcance e alta precisão.

"Os alvos do ataque foram atingidos", disse o ministério em um comunicado, descrevendo os alvos como uma fábrica que produz drones usados no suposto ataque contra a residência de Putin, bem como a infraestrutura de energia.

O governador da região de Lviv, Maksym Kozytskyi, afirmou que uma infraestrutura crítica havia sido alvo. A mídia local informou que Stryi, um campo de gás com uma enorme instalação de armazenamento, provavelmente era o alvo pretendido.

Correspondentes de guerra russos divulgaram um vídeo que supostamente mostra o momento em que o Oreshnik atingiu seu alvo no oeste da Ucrânia. Filmado em uma paisagem coberta de neve, o que parecia ser seis flashes foram vistos atingindo o solo, seguidos por um forte estrondo e uma série de detonações. A Reuters não pôde verificar imediatamente a autenticidade do vídeo.

A Ucrânia classificou a alegação russa de que seus drones tentaram atacar uma das residências de Putin na ‌região de Novgorod em 29 de dezembro como "uma mentira absurda" criada para sabotar as já conturbadas negociações de paz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não acredita que o ataque à residência tenha ocorrido, mas que "algo" não relacionado aconteceu nas proximidades.

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