Trump diz que EUA deveriam controlar Estreito de Ormuz e ser pago por isso

13 jul 2026 - 09h33
(atualizado às 09h49)

O presidente dos Estados Unidos, Donald ‌Trump, disse nesta segunda-feira que os EUA provavelmente assumirão o controle do Estreito de Ormuz e devem ser reembolsados por controlar essa via navegável vital.

"Vamos manter o estreito e, provavelmente, vamos administrá-lo. Vamos nos tornar os guardiões do estreito. Talvez possamos chamá-lo de 'anjo da ⁠guarda do estreito'. E deveríamos ser reembolsados por isso", disse ele em ‌uma entrevista por telefone no programa "Fox & Friends", da Fox News.

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O controle do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o abastecimento ‌global de petróleo, tornou-se um dos principais ‌campos de batalha do conflito com o Irã. O bloqueio ⁠efetivo do estreito pelo Irã elevou os preços da energia e aumentou as preocupações com a inflação em todo o mundo.

"Vamos protegê-lo. Vamos ser pagos para protegê-lo — muito dinheiro", disse Trump.

"Seremos reembolsados, porque as outras nações são muito ricas. Elas estão do nosso lado, e ‌não se pode esperar que façamos isso de graça", disse ele.

Depois ‌de anunciar o fechamento ⁠da via navegável ⁠no sábado, após o que descreveu como uma passagem não autorizada, Teerã informou ⁠no domingo que a passagem ‌continuava suspensa e que as ‌autorizações seriam emitidas assim que a "estabilidade e a calma" fossem restauradas.

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"Tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e então eles o quebraram. Eles sempre quebram. Já fizemos dez acordos com essas ⁠pessoas e, por isso, vamos simplesmente bater nelas com toda a força", disse Trump.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou em comunicado nesta segunda-feira que a única maneira de restabelecer o tráfego regular de navios pelo estreito era pôr ‌fim às intervenções militares dos EUA na via navegável, e alertou que "a interferência contínua poderia levar a incidentes mais graves no setor ⁠global de petróleo e gás".

Forças dos EUA e do Irã trocaram ataques intensos com mísseis e drones durante o fim de semana e até segunda-feira, com Teerã afirmando ter atacado instalações militares norte-americanas em todo o Golfo Pérsico e mantido o Estreito de Ormuz fechado, o que elevou os preços do petróleo.

Os últimos confrontos marcam uma forte escalada tanto no ritmo quanto no alcance geográfico dos ataques na última semana, colocando em dúvida um acordo provisório entre os EUA e o Irã, assinado no mês passado, para reabrir o estreito e suspender as hostilidades enquanto as partes buscavam mais 60 dias de negociações.

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