A Itália defendeu nesta segunda-feira (13) a imposição de um novo pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia, enfatizando que novas medidas são necessárias diante da continuidade da guerra na Ucrânia.
O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, afirmou que Roma não tem questões pendentes sobre o 21º pacote de punições durante uma coletiva de imprensa à margem do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia, em Bruxelas.
"Um novo pacote de sanções contra a Rússia é necessário; somos absolutamente a favor. Para a Itália, não há questões pendentes", declarou.
O chanceler italiano também avaliou positivamente a recente cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), afirmando que o encontro fortaleceu a aliança transatlântica e aproximou Europa e Estados Unidos.
"Polêmicas não servem a nenhum propósito em um momento tão delicado; precisamos trabalhar na construção da paz e em garantir a segurança da Europa e do Ocidente", declarou Tajani.
Segundo ele, quando há um projeto político construído com equilíbrio, os avanços acontecem na direção correta.
Paralelamente, a União Europeia anunciou novas sanções contra nove indivíduos e quatro entidades acusados de envolvimento em "atividades cibernéticas maliciosas" contra países europeus e parceiros internacionais.
Segundo a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, entre os alvos estão oficiais do GRU, o serviço de inteligência militar russo, além de cibercriminosos, grupos que se identificam como hacktivistas e empresas privadas consideradas associadas aos esforços russos de desestabilização.
Kallas afirmou que a União Europeia identificou o 16º Centro do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) como responsável pelo controle de grupos de ameaças cibernéticas, incluindo o grupo conhecido como Turla.
De acordo com a representante europeia, operações atribuídas a esses atores envolveram espionagem, infiltração de redes governamentais e ataques contra infraestruturas críticas em países como França, Alemanha, Polônia, Chipre, Países Baixos, Áustria, Eslováquia, Romênia e Finlândia.
A UE afirmou que continuará responsabilizando indivíduos e organizações envolvidos em ações que considera prejudiciais à segurança europeia.
Em Moscou, o Kremlin reagiu às iniciativas de apoio à Ucrânia classificando a chamada "Coalizão dos Dispostos" como uma "coalizão de belicistas".
O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia acompanhará de perto a cúpula do grupo realizada nesta segunda-feira em Paris.
"Esta é uma coligação de instigadores da guerra. É um grupo de países que não querem a paz, que querem que a guerra continue, que se iludem pensando que podem infligir uma derrota estratégica ao nosso país. Esta é uma coligação de pessoas iludidas e uma coligação que instiga a guerra", declarou Peskov, citado pela agência Interfax.
Hoje, a França sedia uma reunião da "Coalizão dos Dispostos" em apoio à Ucrânia, convocada pelo presidente Emmanuel Macron. O encontro conta com a participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, e representantes de 37 países envolvidos na iniciativa.
A reunião ocorre às vésperas do tradicional desfile militar francês de 14 de julho, que neste ano também destaca a defesa da Ucrânia e o chamado "despertar estratégico europeu".
Tajani participará do encontro nesta tarde no Hôtel des Invalides, em Paris. A expectativa é de que cerca de 30 chefes de Estado e de governo acompanhem o desfile nacional francês, incluindo líderes como Friedrich Merz, da Alemanha, e Pedro Sánchez, da Espanha. .