Putin atende pedido de Trump e liberta americano Stephen Hubbard 'sem nada em troca'

Russo recebeu Witkoff, que lhe entregou propostas de cessar-fogo

21 out 2026 - 12h08
(atualizado às 12h42)
Resumo
A pedido de Donald Trump, Vladimir Putin libertou o americano Stephen Hubbard, detido desde 2022 por lutar pela Ucrânia. O anúncio ocorreu durante reunião em São Petersburgo com o enviado dos EUA, Steve Witkoff, que apresentou propostas para a paz na Ucrânia e debateu uma cúpula trilateral. O encontro também tratou de acordos sobre o fornecimento de diesel russo para estabilizar o mercado global, além da aproximação contínua entre Moscou e Pequim, reforçada em reunião com o premiê Li Qiang.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, atendeu a um pedido de seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, e libertou o prisioneiro americano Stephen Hubbard, condenado no país por lutar pela Ucrânia.

Witkoff sugeriu a Putin um encontro entre seus países e a Ucrânia
Witkoff sugeriu a Putin um encontro entre seus países e a Ucrânia
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação foi confirmada pelo próprio Putin nesta quarta-feira (21) durante encontro em São Petersburgo com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, o qual agradeceu ao líder russo em nome da Casa Branca.

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No Truth, Trump destacou que a libertação de Hubbard se deu "sem nada em troca".

Hubbard, um professor de inglês aposentado de 74 anos, foi capturado por forças russas na Ucrânia em 2022 e condenado a sete anos de prisão em 2024, sob a acusação de combater por Kiev.

Após se reunir na terça-feira (20) com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Noruega, Witkoff levou a Putin documentos que delineiam abordagens para a resolução do conflito de mais de quatro anos no leste europeu.

"Da nossa parte, trouxemos vários documentos que apresentam diferentes abordagens para alcançar uma solução pacífica para o conflito entre Kiev e Moscou. Peço-lhe, senhor presidente, que analise esses documentos em um momento oportuno", disse Witkoff, que também expressou o desejo de Putin considerar um encontro trilateral com a Ucrânia, mediado pelos EUA.

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Já o líder russo agradeceu a Trump "pela atenção para solucionar a crise" no país vizinho.

"Sei que o presidente Trump dá atenção especial a isso, e, antes de tudo, sob uma perspectiva humanitária", afirmou Putin a Witkoff, segundo a TASS.

De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o chefe de Estado da Rússia irá analisar "todas as propostas" oferecidas pelo enviado americano, ainda que "muito depende dos ucranianos, e de quão dispostos estão a se comprometer, de forma concreta, com uma solução pacífica".

No encontro, Putin e Witkoff também ampliaram a discussão sobre o fornecimento de diesel russo para os mercados americano e global em meio ao conflito de Washington no Irã. A pauta veio de um acordo entre os países nos últimos dias - que enfureceu Zelensky, o qual acusou os EUA de prejudicarem a Ucrânia.

Em declaração à imprensa, o assessor presidencial russo Yuri Ushakov afirmou que Putin e Witkoff observaram que "o pacto sobre o fornecimento de diesel ajudará a estabilizar o mercado de energia" mundial.

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O presidente russo e o enviado da Casa Branca também conversaram sobre uma possível cúpula trilateral na China com a presença de Trump.

Depois de receber Witkoff, Putin se reuniu com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, com quem reforçou a cooperação bilateral.

"Nossas relações são independentes da situação internacional e não são voltadas contra ninguém", declarou Putin a Li no início da reunião.

Por sua vez, assim que desembarcou em São Petersburgo, o premiê de Pequim reforçou que a China está pronta para trabalhar com a Rússia em uma direção "mais profunda, mais substancial e mais resiliente". 

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