O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou na última segunda-feira (16) que uma "bomba lançada de um avião" foi encontrada em uma área próxima à fronteira com o Equador, levantando suspeitas de um possível ataque vindo do país vizinho em meio à escalada de tensões entre os dois governos.
Segundo o mandatário, o artefato foi localizado em território colombiano e ainda estaria ativo, representando risco à população local.
"A descoberta foi feita muito perto da fronteira com o Equador, mas precisamos investigar a fundo, porque eles estão nos bombardeando do Equador e não são grupos armados", declarou Petro durante uma reunião de gabinete.
O líder progressista enfatizou ainda que precisa "tomar as decisões necessárias", principalmente porque "a bomba está ativa, portanto é perigosa", e pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "atue" diante do suposto ataque.
"Pedi que ligue para o presidente do Equador porque nós não queremos entrar em uma guerra", acrescentou, sem revelar a data em que fez a solicitação.
A grave acusação de Petro surge em meio à guerra comercial entre Bogotá e Quito, que teve início em janeiro passado, quando o presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou a imposição de um "imposto de segurança" de 30% sobre importações provenientes da Colômbia.
Na ocasião, a medida foi justificada por Quito como resposta à suposta falta de ação do governo colombiano no combate ao narcotráfico na região de fronteira.
Em retaliação, a Colômbia aplicou tarifas sobre 73 produtos equatorianos e chegou a suspender o fornecimento de eletricidade ao país vizinho, intensificando o conflito bilateral.