Morte de Ali Larijani abre oportunidade para derrubar regime do Irã, diz Netanyahu

Iraniano é tido como uma das figuras mais poderosas do regime

17 mar 2026 - 12h07
(atualizado às 12h28)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta terça-feira (17) que a suposta eliminação do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, representa uma oportunidade para enfraquecer o regime na República Islâmica e incentivar uma possível mudança interna no país.

Em uma declaração em vídeo, Netanyahu afirmou que Israel teria eliminado Larijani ? descrito por ele como líder da Guarda Revolucionária ? juntamente com Gholamreza Soleimani, chefe da força Basij, organização paramilitar acusada de reprimir a população iraniana.

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"Estamos ajudando nossos amigos americanos no Golfo e enfraquecendo este regime na esperança de dar ao povo iraniano a oportunidade de derrubá-lo", disse o premiê israelense.

Netanyahu acrescentou que o processo "não será fácil" nem imediato, mas que a persistência pode permitir que os iranianos "tomem seu destino em suas próprias mãos".

Mais cedo, durante uma reunião de gabinete em Ramat Gan, ele também falou sobre mudanças geopolíticas na região, enfatizando que "alianças estão sendo criadas com estados que até recentemente pareciam imaginários".

"É um novo Oriente Médio", afirmou Netanyahu, apesar de rejeitar comparações com a visão do ex-primeiro-ministro Shimon Peres, classificando-a como excessivamente irrealista, "que olhava o mundo através de lentes cor-de-rosa".

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Já o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, declarou que Larijani estava sujeito a sanções internacionais e a uma recompensa de US$ 10 milhões por sua captura. "De qualquer forma, nós o eliminamos de graça", afirmou.

Sa'ar também mencionou o nome de Mojtaba Khamenei, sugerindo que sua ausência pública "está se tornando uma vergonha para o regime". Além disso, o ministro atribuiu à força Basij, associada ao falecido general Qasem Soleimani, a repressão violenta de protestos no Irã.

Apesar das declarações israelenses, surgiram dúvidas sobre a morte de Larijani, que é tido como o líder de fato do regime iraniano desde a morte de Ali Khamenei, guia supremo do país por quase 40 anos, enquanto Soleimani comandava a milícia responsável por reprimir protestos populares.

Em Istambul, contas no Telegram atribuídas ao dirigente iraniano publicaram uma mensagem após o suposto ataque, mencionando uma cerimônia fúnebre de militares iranianos.

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O texto afirma que "a memória dos mártires permanecerá nos corações da nação iraniana", sem confirmar diretamente sua situação. 

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