Neste décimo-sexto dia de guerra no Oriente Médio, os ataques não dão trégua. Israel indicou no início desta manhã que suas forças realizam uma "vasta onda" de ataques contra o oeste Irã, sem dar maiores detalhes sobre os objetivos e os locais visados.
Logo depois, a imprensa de Israel divulgou que o governo aprovou um pacote de 2,6 bilhões de shekels (US$ 827 milhões) para compras militares "emergenciais" - o que pode ser um sinal que a guerra se prolongará. No sábado (14), o ministro da Defesa Israel Katz declarou que o conflito estava entrando em uma "fase decisiva".
Neste domingo, o governo israelense indicou que seu poderoso Domo de Ferro interceptou mísseis iranianos em diversos pontos do território. Os destroços dos projéteis deixaram ao menos dois feridos leves. O Irã afirmou ter visado "centros de segurança e quartéis‑generais da polícia do regime sionista".
Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã prometeu neste domingo rastrear e matar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Nentanyahu, que classificou de "criminoso" e "assassino de crianças". Teerã também anunciou que prendeu 20 pessoas no noroeste do país por suspeita de colaboração com Israel.
As forças do regime islâmico dão sequência neste domingo a ataques contra infraestruturas americanas em outros países vizinhos do Golfo. Explosões foram registradas nesta manhã em Manama, capital do Bareim. Já a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos indicaram mais cedo ter destruído drones provenientes do Irã.
Acordo com o Irã
Na noite de sábado (14), o presidente americano, Donald Trump, ameaçou atacar novamente a ilha de Kharg - que abriga o maior terminal de exportação de petróleo bruto do Irã. Na sexta-feira (13), as forças americanas bombardearam o local, mas Teerã afirmou que nenhuma estrutura petrolífera foi danificada.
Em uma entrevista divulgada neste domingo pelo canal americano NBC, o líder republicano declarou que o regime iraniano "parece" estar pronto para concluir um acordo sobre o fim da guerra. No entanto, Trump descartou a possibilidade de travar um compromisso com o inimigo.
"O Irã quer fechar um acordo, e eu não quero porque os termos do acordo ainda não são bons o suficiente", declarou. Para o presidente americano, as condições precisam ser "muito sólidas" para avançar e convencer o Teerã a abandonar suas ambições nucleares.
Ofensiva no Líbano
No Líbano, onde Israel realiza uma ofensiva desde 2 de março contra o Hezbollah, ao menos quatro pessoas morreram em bombardeios noturnos no sul do país. Segundo a agência de notícias oficial ANI, o exército israelense atacou as cidades de Saida e Qatrani.
Desde que o Líbano foi mergulhado na guerra, 826 pessoas foram mortas, incluindo 106 crianças. Mais de 830 mil pessoas foram deslocadas, de acordo com as autoridades locais.
O governo libanês anunciou neste domingo estar criando uma delegação para negociar com o governo israelense. Logo depois Israel respondeu que não há nenhuma previsão de negociação direta com os dirigentes do país.