Israel realiza 'vasta onda' de ataques contra o Irã; Guarda Revolucionária ameaça matar Netanyahu

Israel anunciou neste domingo (15) ter lançado uma nova e intensa rodada de bombardeios contra as infraestruturas do regime iraniano. Mais cedo, a Guarda Revolucionária prometeu rastrear e matar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Nentanyahu.

15 mar 2026 - 08h30
(atualizado às 08h48)

Neste décimo-sexto dia de guerra no Oriente Médio, os ataques não dão trégua. Israel indicou no início desta manhã que suas forças realizam uma "vasta onda" de ataques contra o oeste Irã, sem dar maiores detalhes sobre os objetivos e os locais visados. 

Prédio residencial destruído por bombardeios israelenses em Teerã, em 12 de março de 2026.
Prédio residencial destruído por bombardeios israelenses em Teerã, em 12 de março de 2026.
Foto: © AFP / RFI

Logo depois, a imprensa de Israel divulgou que o governo aprovou um pacote de 2,6 bilhões de shekels (US$ 827 milhões) para compras militares "emergenciais" - o que pode ser um sinal que a guerra se prolongará. No sábado (14), o ministro da Defesa Israel Katz declarou que o conflito estava entrando em uma "fase decisiva". 

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Neste domingo, o governo israelense indicou que seu poderoso Domo de Ferro interceptou mísseis iranianos em diversos pontos do território. Os destroços dos projéteis deixaram ao menos dois feridos leves. O Irã afirmou ter visado "centros de segurança e quartéis‑generais da polícia do regime sionista".

Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã prometeu neste domingo rastrear e matar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Nentanyahu, que classificou de "criminoso" e "assassino de crianças". Teerã também anunciou que prendeu 20 pessoas no noroeste do país por suspeita de colaboração com Israel. 

As forças do regime islâmico dão sequência neste domingo a ataques contra infraestruturas americanas em outros países vizinhos do Golfo. Explosões foram registradas nesta manhã em Manama, capital do Bareim. Já a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos indicaram mais cedo ter destruído drones provenientes do Irã. 

Acordo com o Irã

Na noite de sábado (14), o presidente americano, Donald Trump, ameaçou atacar novamente a ilha de Kharg - que abriga o maior terminal de exportação de petróleo bruto do Irã. Na sexta-feira (13), as forças americanas bombardearam o local, mas Teerã afirmou que nenhuma estrutura petrolífera foi danificada. 

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Em uma entrevista divulgada neste domingo pelo canal americano NBC, o líder republicano declarou que o regime iraniano "parece" estar pronto para concluir um acordo sobre o fim da guerra. No entanto, Trump descartou a possibilidade de travar um compromisso com o inimigo. 

"O Irã quer fechar um acordo, e eu não quero porque os termos do acordo ainda não são bons o suficiente", declarou. Para o presidente americano, as condições precisam ser "muito sólidas" para avançar e convencer o Teerã a abandonar suas ambições nucleares.

Ofensiva no Líbano

No Líbano, onde Israel realiza uma ofensiva desde 2 de março contra o Hezbollah, ao menos quatro pessoas morreram em bombardeios noturnos no sul do país. Segundo a agência de notícias oficial ANI, o exército israelense atacou as cidades de Saida e Qatrani.

Desde que o Líbano foi mergulhado na guerra, 826 pessoas foram mortas, incluindo 106 crianças. Mais de 830 mil pessoas foram deslocadas, de acordo com as autoridades locais.

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O governo libanês anunciou neste domingo estar criando uma delegação para negociar com o governo israelense. Logo depois Israel respondeu que não há nenhuma previsão de negociação direta com os dirigentes do país. 

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