Trump anuncia novas sanções econômicas contra Cuba e diz que país é 'ameaça extraordinária'

O governo Trump acusa o governo cubano de aplicar 'políticas e práticas concebidas para prejudicar os Estados Unidos'

1 mai 2026 - 18h47

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou, nesta sexta-feira, 1º, a imposição de novas sanções destinadas a asfixiar o governo de Cuba, alegando que Havana "segue representando uma ameaça extraordinária" para a segurança nacional americana.

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Donald Trump
Donald Trump
Foto: Roberto Schmidt / Getty Images

Trump pediu ao seu governo que sancione os bancos estrangeiros que trabalham com o governo comunista de Havana. Também serão sancionadas pessoas envolvidas nos setores da energia e da mineração, e qualquer um que esteja envolvido em "graves abusos dos direitos humanos".

O governo Trump acusa o governo cubano de aplicar "políticas e práticas concebidas para prejudicar os Estados Unidos", contrárias "aos valores morais e políticos das sociedades livres e democráticas", segundo o decreto presidencial.

Além do embargo em vigor desde 1962, Washington — que não esconde o seu desejo de uma mudança de regime em Cuba — impôs um bloqueio petrolífero à ilha desde janeiro, permitindo desde então a entrada de um único petroleiro russo no país.

Manifestação

O anúncio ocorre no mesmo dia em que milhares de pessoas marcharam em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana para "defender a pátria" e denunciar as ameaças de agressão militar, em meio a uma tensão crescente com o governo americano.

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Sob o lema "a pátria está em defesa", o governo convocou trabalhadores de empresas estatais, funcionários públicos e membros do Partido Comunista de Cuba (PCC, o único partido legal) para se reunirem em frente ao posto diplomático.

O governo alegou que centenas de milhares de pessoas participaram.

Os dois países, no entanto, mantêm negociações. Em 10 de abril, discussões diplomáticas de alto nível foram realizadas em Havana. Naquela ocasião, um representante dos EUA também se reuniu com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, que também estava presente no desfile do Dia do Trabalho.

Regime cubano denuncia sanções

O regime de Cuba disse que as sanções americanas eram "ilegais" e "abusivas".

"O governo dos Estados Unidos se alarma e responde com novas medidas coercitivas unilaterais ilegais e abusivas contra Cuba", escreveu no X o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez./com AFP

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