Hackers chineses são sujeitos a prisão nos EUA se viajarem, diz autoridade do FBI

1 mai 2026 - 16h32

A ‌contratação de hackers pelo governo chinês "saiu do controle", disse uma autoridade sênior do FBI na quinta-feira, alertando que os hackers chineses podem ser presos quando ⁠viajam para fora de seu país ‌de origem.

Os comentários do diretor assistente do FBI, Brett Leatherman, foram feitos ‌dias após a extradição ‌do chinês Xu Zewei, 34 ⁠anos, da Itália para os EUA, sob alegação de que ele participou de campanhas de hacking generalizadas em 2020 e 2021, sob a direção do ‌governo chinês, enquanto trabalhava para uma ‌empresa chinesa contratada.

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Xu ⁠foi ⁠preso em Milão em julho de 2025 e ⁠enviado para ‌os EUA depois ‌que uma decisão judicial italiana permitiu a extradição.

A proteção que os hackers chineses recebem dentro da China "não se ⁠estende no momento em que você cruza uma fronteira", disse Leatherman.

Liu Pengyu, porta-voz da embaixada chinesa em Washington, disse que ‌o governo dos EUA "fabricou esse caso com motivação política, que viola a liberdade ⁠pessoal e os direitos e interesses legais do cidadão chinês".

As acusações contra Xu são "injustificadas e visam difamar a China", disse o porta-voz.

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Xu, juntamente com vários co-conspiradores, hackeou universidades, imunologistas e virologistas sediados nos EUA que realizavam pesquisas sobre vacinas, tratamento e testes da Covid-19, informou o Departamento de Justiça em 27 de abril.

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