Portugal, Japão e Tailândia vão às urnas em contextos distintos

Eleições simultâneas mobilizam milhares de eleitores

8 fev 2026 - 16h32
(atualizado às 17h00)

Milhões de cidadãos foram convocados às urnas neste domingo (8) para eleições em Portugal, Japão e Tailândia, apesar de contextos diferentes.

Eleições em Portugal vão definir novo presidente
Eleições em Portugal vão definir novo presidente
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em Portugal, as urnas foram abertas para o segundo turno das eleições presidenciais, que definirá o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, no cargo desde 2016 e atualmente no final do seu segundo mandato. Cerca de 11 milhões de eleitores estão aptos a votar.

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Disputam a presidência o socialista António José Seguro, vencedor do primeiro turno com 31,1% dos votos, e o líder do partido populista de extrema-direita Chega, André Ventura, que obteve 23,5% no pleito realizado em 18 de janeiro.

As urnas abriram às 8h da manhã (horário local), mas o processo eleitoral foi afetado por graves transtornos provocados por eventos climáticos extremos. Nas últimas horas, o número de eleitores impedidos de votar subiu para 36 mil. Desta forma, todos eles deverão exercer o direito ao voto em 15 de fevereiro.

Diversos municípios e distritos não conseguiram abrir suas seções eleitorais, e ainda há a possibilidade de novos adiamentos por motivo de força maior.

Em algumas regiões, foram implementadas soluções alternativas, como transporte especial para eleitores em áreas mais afetadas.

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Do total de eleitores registrados, 14,4% vivem em um dos 68 municípios atingidos por desastres naturais, onde milhares de famílias permaneciam, até sábado (7), sem eletricidade, água ou comunicações.

Apesar das dificuldades, a Comissão Nacional Eleitoral reafirmou que a apuração e a divulgação dos resultados ocorrerão normalmente, após o fechamento das últimas seções eleitorais no arquipélago dos Açores.

No Japão, os eleitores vão às urnas em eleições parlamentares antecipadas, convocadas pela primeira-ministra Sanae Takaichi apenas três meses após sua nomeação como líder do Partido Liberal Democrático (LDP).

De acordo com as pesquisas de boca de urna da Kyodo News, o LDP, à frente da coligação governamental, deverá garantir a maioria na Câmara dos Representantes.

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Com o encerramento da votação, as projeções indicam que a aliança entre o LDP e o Partido da Inovação (Ishin) conquistou 328 das 465 cadeiras, um aumento significativo em relação às 274 anteriores.

O resultado assegura uma maioria de dois terços, suficiente para avançar em uma eventual revisão da Constituição pacifista do país, e foi celebrado pela primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que parabenizou Takaichi.

Ela destacou a amizade entre os dois países e reafirmou que a Itália seguirá ao lado do Japão "para enfrentar conjuntamente os desafios globais", em mensagem divulgada nas redes sociais após sua recente visita a Tóquio.

Por sua vez, as eleições gerais na Tailândia apontam a vitória do partido conservador que sustenta o atual primeiro-ministro.

Segundo projeções divulgadas pela televisão nacional e pelo Canal 3, o Partido Bhumjaithai, liderado por Anutin Charnvirakul, deverá conquistar 198 das 500 cadeiras do Parlamento.

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O Partido Progressista Popular (PPP), que liderava as pesquisas pré-eleitorais, ficaria em segundo lugar, com 97 cadeiras, enquanto o Pheu Thai, ligado ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, apareceria em terceiro, com 86 assentos.

O líder do PPP, Natthaphong Ruengpanyawut, reconheceu o resultado preliminar. "Reconhecemos que não ficamos em primeiro lugar. Respeitamos nosso princípio de que o partido que fica em primeiro lugar tem o direito de formar o governo", afirmou a jornalistas. 

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