Pai e filho italianos são detidos na Cisjordânia por associação ao 'terrorismo'

Ativistas foram expulsos do território após 'susto' na prisão

21 out 2026 - 14h29
(atualizado às 15h21)
Resumo
Os italianos Manuel e Alberto Tartarotti foram detidos por agentes israelenses na Cisjordânia e expulsos após levarem doações à ONG Youth of Sumud, classificada por Israel como terrorista. Eles relatam que foram vendados, agredidos e mantidos em uma cela antes de serem deportados e proibidos de entrar no país por dez anos. A polícia israelense alega que ambos participaram de uma colheita não autorizada e fugiram para uma área militar restrita, acusação contestada pelos voluntários.

Dois italianos, sendo pai e filho, foram detidos na Cisjordânia por agentes israelenses sob acusação de associação ao terrorismo e, depois, expulsos do território.

Alberto e Manuel Tartarotti foram à Cisjordânia em missão humanitária
Alberto e Manuel Tartarotti foram à Cisjordânia em missão humanitária
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Naturais de Bolzano, no Trentino-Alto Ádige, Manuel Tartarotti, 35 anos, e seu pai, Alberto, 67, chegaram à Cisjordânia no domingo (18) para levar fundos recolhidos na Itália para a Youth of Sumud, associação voluntária que venceu o Prêmio Alexander Langer em 2024.

Publicidade

Em declaração ao portal italiano Salto.bz, Manuel contou que a polícia pediu seus documentos, antes de vendarem seus olhos e os obrigarem a entrar em um furgão.

"Não nos disseram para onde estávamos indo. Fui agarrado e espancado na parte de trás do veículo. Eu não sabia o que ia acontecer e estava com medo", disse Manuel.

Após serem interrogados e terem coletadas suas impressões digitais e DNA, pai e filho foram colocados em uma "cela imunda".

"Pelo menos eu estava com ele [meu pai, na cela], então mantivemos a calma", afirmou Manuel, segundo o qual, os fundamentos da acusação incluem a presença deles em uma área declarada proibida ("embora não houvesse sinalização indicando isso") e, sobretudo, a vinculação ao Youth of Sumud, "que eles [as autoridades israelenses] classificam como um grupo terrorista, o que, obviamente, não é verdade".

Publicidade

Os Tartarotti também ficaram proibidos de entrar em Israel pelos próximos 10 anos.

Segundo um comunicado da polícia israelense, publicado pelo The Times of Israel, os italianos teriam ainda participado de uma colheita de azeitonas não autorizada; com a chegada dos agentes, eles fugiram para dentro de uma zona de treinamento militar. 

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações