A Organização Mundial da Saúde está solicitando US$1 bilhão para emergências de saúde este ano, uma redução de um terço em relação ao ano passado, devido à queda no financiamento dos doadores e às dúvidas sobre as contribuições de seu antigo principal doador, os Estados Unidos.
"Estamos nos concentrando nos mais necessitados, onde podemos salvar mais vidas", disse o diretor executivo Chikwe Ihekweazu em uma coletiva em Genebra na terça-feira, afirmando que os recursos serão destinados a 36 emergências, incluindo Gaza, Sudão e Ucrânia.
"Estamos profundamente preocupados com as enormes necessidades e como iremos atendê-las", acrescentou.
Ihekweazu negou que a OMS se retiraria totalmente de qualquer crise. "O que fizemos, em cada um desses contextos, foi talvez não fazer tanto quanto gostaríamos", disse ele aos repórteres.
Os EUA deixaram oficialmente a OMS em 22 de janeiro, criticando a agência global de saúde por sua maneira de lidar com a pandemia da Covid-19. A OMS defendeu vigorosamente seu histórico.
No passado, os EUA eram um dos principais contribuintes tanto para o apelo de emergência da OMS, que depende de doações voluntárias, quanto para seu orçamento mais amplo, baseado em parte nas contribuições obrigatórias dos membros.
Ihekweazu disse que, no ano passado, Washington não foi um dos principais doadores para o apelo de emergência, citando União Europeia, Arábia Saudita e Alemanha como os maiores contribuintes.