O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira, 30, que enviou uma "armada maior que a da Venezuela" contra o Irã. Segundo ele, o Irã precisa cumprir dois pedidos para evitar conflito militar: desarmamento nuclear e o "fim da morte da oposição".
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
"Número um, nada de nuclear. E número dois, parem de matar manifestantes”, disse o presidente, ao acusar o governo iraniano de repressão. "Eles estão matando aos milhares", acrescentou, segundo a BBC.
"Temos muitos navios muito grandes e muito poderosos navegando em direção ao Irã neste momento, e seria ótimo se não tivéssemos que usá-los", afirmou. Ameaçou novamente ao dizer que "temos uma armada seguindo naquela direção e talvez não precisemos usá-la".
As declarações ocorrem em meio a semanas de pressão dos Estados Unidos para que o Irã aceite negociar um novo acordo sobre seu programa nuclear. O país do Oriente Médio também enfrenta uma onda de protestos internos, reprimidos com violência, segundo organizações americanas de direitos humanos, que estimam que o número de mortos já ultrapassa 5 mil.
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que as Forças Armadas do país estão prontas para responder a qualquer ataque. Segundo ele, os militares estão "com o dedo no gatilho" para "responder imediata e poderosamente" diante de qualquer investida.
Na semana passada, Trump chegou a afirmar que suas ameaças teriam levado o regime iraniano a recuar de execuções em massa de ao menos 800 manifestantes. A versão, no entanto, foi negada por Teerã, que classificou a afirmação como "completamente falsa".
Estratégia dos EUA
Segundo reportagem do jornal norte-americano The New York Times, com base em fontes do governo americano, as opções vão desde bombardeios a operações encobertas de militares dos Estados Unidos dentro do território iraniano. Ainda de acordo com o jornal, Trump também vem considerando se uma eventual mudança de regime no Irã poderia ser uma alternativa viável.
Entre as possibilidades citadas estão novos bombardeios a instalações nucleares iranianas, como os realizados em junho de 2025, além de ataques a alvos militares e simbólicos do regime.
O New York Times destaca ainda que uma das opções mais arriscadas discutidas seria o envio secreto de comandos americanos para destruir ou causar danos severos a partes do programa nuclear iraniano que não teriam sido atingidas nos ataques do ano passado.