"Esses ataques apenas agravam o medo, a incerteza e o sofrimento psicológico já vivenciados pelos cerca de 6 mil marinheiros que permanecem presos a bordo de navios, sem poder deixar o Golfo em segurança", afirmou o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez.
Ele também pediu aos diversos atores envolvidos que "evitem expor os marinheiros a perigos desnecessários, fazendo com que seus navios transitem pelo estreito".
As declarações foram feitas pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do cessar-fogo com o Irã, após intensos ataques aéreos entre os dois lados, incluindo ações contra navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
O conflito foi desencadeado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã. Em resposta, Teerã bloqueou a navegação pelo estreito. Os Estados Unidos reagiram impondo um bloqueio aos portos iranianos.
Após a assinatura, em 17 de junho, do memorando de entendimento entre Teerã e Washington para encerrar a guerra, as travessias foram retomadas em um ritmo mais constante, embora ainda muito abaixo do registrado antes do conflito.
Plano de retirada
Posteriormente, a OMI lançou um plano de retirada para os 11 mil marinheiros a bordo de 600 navios que permaneciam presos na região. A operação, segundo a organização, deveria levar várias semanas.
No fim de junho, o plano já havia permitido a saída de 115 navios com 2.500 marinheiros. Atualmente, Teerã autoriza apenas uma rota de navegação ao longo de sua costa e, apesar da oposição dos Estados Unidos, descarta qualquer retorno ao cenário anterior ao conflito, quando a passagem pelo estreito era livre.