Uma mulher de 63 anos com uma forma grave da doença de Parkinson cometeu suicídio assistido na região da Toscana, na Itália, informou nesta quinta-feira (14) a Associação Luca Coscioni, organização que defende o direito à morte digna no país.
Identificada pelo nome fictício de "Mariasole", a paciente morreu em casa no último dia 4 de maio após a autoadministração de uma substância letal fornecida pelo Serviço Regional de Saúde da Toscana, juntamente com os equipamentos necessários para o procedimento.
Segundo a associação, este é o 16º caso de suicídio assistido registrado na Itália e o quarto na Toscana desde que a prática passou a ser permitida em circunstâncias específicas.
Mariasole sofria desde 2015 de uma doença neurodegenerativa grave que, ao longo dos anos, a tornou totalmente dependente de terceiros para realizar atividades cotidianas.
De acordo com a Associação Luca Coscioni, a mulher aguardou nove meses pela autorização do procedimento.
A discussão sobre suicídio assistido ganhou força na Itália após uma decisão histórica da Suprema Corte do país, em 2019. Na ocasião, os magistrados consideraram legal o auxílio ao suicídio em determinadas situações, desde que sejam respeitados critérios rigorosos.
A decisão também solicitou que o Parlamento criasse uma legislação específica para preencher a lacuna jurídica sobre o tema. Até o momento, porém, nenhuma lei nacional foi aprovada.
Antes da decisão da Suprema Corte, integrantes da Associação Luca Coscioni auxiliavam pacientes terminais a viajarem até a clínica Dignitas, na Suíça, onde o suicídio assistido já era legalizado. .