O ministro da Educação da Itália, Giuseppe Valditara, proporá o ensino obrigatório de italiano para pais de alunos estrangeiros com baixo desempenho escolar. O objetivo é reforçar a integração das famílias e o apoio ao aprendizado em casa. Valditara também defendeu uma distribuição equilibrada de estudantes estrangeiros e italianos nas salas de aula para garantir a qualidade do ensino e a assimilação dos valores da comunidade.
O ministro da Educação da Itália, Giuseppe Valditara, garantiu nesta terça-feira (25) que vai propor tornar obrigatório o estudo da língua italiana para pais de alunos estrangeiros.
"Vou propor tornar obrigatório o aprendizado da língua italiana para pais cujos filhos não estão indo bem na escola: não podemos perder em casa o que se aprende na escola", declarou o político, que participou de um evento em Rimini, na região da Emilia-Romagna.
Ainda de acordo com Valditara, o conhecimento do idioma pelos genitores e a interação deles com os professores das instituições de ensino do país "são fundamentais".
"Há muitos pais de crianças estrangeiras que não comparecem à escola, embora isso seja importante. Apenas a inclusão não basta, devemos avançar para um modelo de integração baseado em valores fundamentais, envolvendo os estrangeiros", acrescentou.
Já sobre a questão da distribuição de alunos estrangeiros pelos colégios, Valditara avaliou que o governo deve buscar fazer essa operação de forma equilibrada.
"É crucial haver uma mistura de alunos italianos e estrangeiros em sala de aula, evitando uma porcentagem excessivamente alta de alunos estrangeiros, pois tais desequilíbrios podem prejudicar o aprendizado do idioma e dos valores da comunidade", concluiu. .