Ministra do Interior de Portugal renuncia devido às medidas tomadas em resposta à tempestade Kristin

11 fev 2026 - 05h55

A ministra do ‌Interior portuguesa, Maria Lúcia Amaral, renunciou ao cargo em meio a críticas dos partidos da oposição e das comunidades locais sobre o que eles descrevem como uma resposta lenta e ineficaz das autoridades à tempestade Kristin, há duas ⁠semanas.

O gabinete do presidente Marcelo Rebelo de Sousa anunciou ‌na terça-feira à noite que ele aceitou a demissão da ministra a pedido do primeiro-ministro Luís Montenegro, depois ‌de Amaral ter afirmado que "já não ‌tinha as condições pessoais e políticas necessárias para ⁠desempenhar suas funções".

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O gabinete do presidente informou que Montenegro assumirá temporariamente a pasta do Interior até que um sucessor seja nomeado.

A tempestade Kristin atingiu o centro de Portugal continental na madrugada de 31 de janeiro, com ventos ‌que atingiram 200 km/h e chuvas fortes que causaram danos ‌generalizados a milhares ⁠de casas, fábricas ⁠e infraestruturas críticas, e mataram pelo menos seis pessoas.

O governo estima ⁠que serão necessários mais ‌de 4 bilhões de ‌euros (US$4,76 bilhões) para cobrir os custos diretos da reconstrução.

A renúncia de Amaral é a primeira desde que o governo minoritário de centro-direita assumiu o poder há ⁠cerca de oito meses.

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O líder do partido de extrema direita Chega, André Ventura, escreveu no X que a renúncia comprovou a incapacidade do governo de lidar com adversidades, acrescentando que Montenegro ‌estava perdendo o controle do governo.

"Quanto tempo levará para resolver os outros 'erros de casting' deste governo?", questionou.

O líder do ⁠Partido Socialista, José Luís Carneiro, disse aos repórteres na segunda-feira à noite que Montenegro era "o primeiro responsável" pelo fracasso do governo em responder às tempestades.

Portugal e Espanha enfrentaram uma série de tempestades nas últimas semanas. Após a devastação causada pela tempestade Kristin, as tempestades sucessivas Leonardo e Marta também trouxeram chuvas fortes, ventos fortes, inundações e mais danos.

Portugal está agora sentindo os efeitos indiretos da tempestade Nils, que não deverá atingir diretamente o país, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

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