Irmã de líder norte-coreano condena apelo do G7 à desnuclearização como violação da soberania

18 jun 2026 - 09h40

A norte-coreana Kim Yo ‌Jong, influente irmã do líder Kim Jong Un, condenou um apelo do G7 pela desnuclearização do país, classificando-o como uma violação da Constituição e uma usurpação da soberania, informou a agência de ⁠notícias estatal KCNA nesta quinta-feira.

Kim afirmou que a ‌desnuclearização é uma "agenda irreversivelmente encerrada" que jamais poderia ser concretizada, e que a posse nuclear ‌é de interesse fundamental da ‌Coreia do Norte e uma linha irreversível, ⁠segundo o comunicado divulgado pela KCNA.

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"A desnuclearização é a linha de não recuo que nunca pode ser cruzada", disse Kim, segundo a agência, acrescentando que qualquer um que tentasse prejudicar os interesses fundamentais ‌de um Estado detentor de armas nucleares estaria ‌fazendo "a pior escolha ⁠possível de ⁠convidar ao desastre".

Kim também afirmou que as armas nucleares da ⁠Coreia do Norte ‌constituem um meio de ‌dissuasão para autodefesa, adquirido em resposta ao que ela chamou de ameaças nucleares persistentes por parte de seus inimigos, e as descreveu ⁠como uma "pedra angular" para garantir a paz.

Ela afirmou que os argumentos que defendem a desnuclearização estão "completamente ultrapassados" e não mudarão, por mais que qualquer grupo critique o ‌programa nuclear da Coreia do Norte.

Em uma declaração conjunta divulgada na quarta-feira após a cúpula, os líderes ⁠do G7 expressaram "profunda preocupação" com os programas nucleares e de mísseis balísticos da Coreia do Norte e reafirmaram seu compromisso com a desnuclearização completa do país, de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

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Os líderes também instaram a Coreia do Norte a resolver a questão dos cidadãos japoneses sequestrados por Pyongyang e pediram esforços conjuntos para combater os roubos de criptomoedas e os crimes cibernéticos cometidos pela Coreia do Norte.

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